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Bebê que vivia embaixo da ponte é retirado dos pais e vai morar com a tia

Por: Roberto - 12/01/2018

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O casal Diego Sousa Silva e Tamires Gomes da Silva, que estava morando com o filho de um ano embaixo da Ponte Wall Ferraz, teve que entregar o bebê para uma tia. A medida protetiva foi determinada pela juíza da Vara da Infância e da Juventude Maria Luíza de Moura, na última quarta-feira (10).

A ação foi movida inicialmente pelo III Conselho Tutelar de Teresina, após a publicação de uma matéria no Portal O DIA. A defensora pública Karla Cibele Andrade acatou a solicitação e pediu a aplicação de uma Medida Protetiva com Tutela de Urgência Antecipada de Busca e Apreensão.

Diego Sousa Silva e Tamires Gomes da Silva perderam o filho de um ano. (Foto: Moura Alves/ODIA)

No documento encaminhado à justiça, Karla Andrade justificou que o bebê tinha seus direitos violados. “Não é justo que a criança seja forçada a permanecer exposta à situação de mendicância, vulnerabilidade social, falta de moradia, higiene, segurança e saúde e, supostamente, uso de drogas por parte dos pais”, escreveu a defensora pública.

De acordo com o informativo da abordagem social realizada por profissionais da Secretaria Municipal de Trabalho, Cidadania e Assistência Social (Semtcas), o bebê encontrava-se despido e bastante gripado, denotando risco à sua saúde e à sua vida.

As agentes sociais destacaram, ainda, que o Centro Pop havia encaminhado a família para o albergue Casa do Caminho, logo após tomar conhecimento do fato. No entanto, os pais do bebê teriam ficado apenas uma semana, alegando que não se sentiram à vontade com as regras do local e que gostavam de liberdade.

Ao Portal O DIA, o casal afirmou que estava desesperado e que gostaria de rever o filho. Eles também alegam que já saíram debaixo da ponte e estão morando em uma casa, localizada no Parque Vitória, no bairro Pedra Mole.

Mãe chora e diz que queria ter o filho de volta (Foto: Moura Alves/ODIA)

Segundo Tamires Gomes, quando o oficial de justiça chegou para cumprir o mandado de busca e apreensão, o bebê estava brincando no chão. “Mas é porque ele gosta mesmo de brincar. Eu tinha banhado e dado comida. Meu marido já está conseguindo uns serviços e a gente conseguiu uma casa”, disse a mulher.

Bastante emocionada, a mãe lamentou a perda da criança, que foi levada para o município de Alto Alegre. “Nem me despedi do meu filho. Sinto tanta falta dele. Quero meu neném de volta. Queria pelo menos ver ele”, disse, chorando.

Além do pedido de medida protetiva, a defensora pública Karla Andrade solicitou o encaminhamento da família aos serviços oficiais de proteção social, a inclusão em programas de tratamento para dependentes químicos, bem como acompanhamento psicológico e psiquiátrico. 

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