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Saúde

Instituto estima cerca de 7 mil novos casos de câncer no Piauí

Por: Roberto - 03/02/2018

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Estima-se que o Piauí tenha cerca de 7 mil novos casos de câncer em 2018 e 2019; o número preciso é de 3.450 casos em homens e 3.450 em mulheres. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (02) pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) no Dia Mundial do Câncer.  

O estudo abrange o biênio 2018-2019 e as estimativas para o ano que vem são as mesmas de 2018. Os valores da estimativa estão com base a cada 100 mil habitantes. 

O tipo de câncer mais incidente em homens e mulheres no Piauí foi o de pele não melanoma, que é um tipo de tumor menos letal. Nos homens, estima-se 1.040 casos novos. Já nas mulheres os dados são de 1.000. 

Piauí: Homens

No Piauí, os dados apontam que haverá 950 casos novos de câncer de próstata em homens, e 180 casos novos de câncer na traqueia, brônquios e pulmão.  

Para o sexo masculino o relatório também apontou os casos novos de câncer de cólon e reto (140), estômago (120), cavidade oral (80), laringe (60), Bexiga (40), leucemias (90) e pele melanoma (20), dentre outras localização.

Piauí: Mulheres 

Nas mulheres, o relatório estimou 600 casos novos de câncer de mama, 430 de colo do útero, 120 de traqueia, brônquio e pulmão, e 140 e cólon e reto.

O relatório apontou ainda a ocorrência de 30 casos novos de pele melanoma, 90 de estômago e 50 de cavidade oral. Não existe estimativa casos de câncer na laringe em mulheres. 

Nas mulheres, o relatório estimou 600 casos novos de câncer de mama em 2018.

Brasil

Com relação ao Brasil, os dados apontaram a ocorrência de cerca de 600 mil novos casos de câncer neste ano.  Os números precisos são de 582.590 casos novos de câncer: 282.450 em mulheres e 300.140 em homens.

O tipo de câncer mais incidente em ambos os sexos para cada ano do biênio 2018-2019 será o de pele não melanoma, com 165.580 casos novos. Depois de pele não melanoma, os dez tipos de câncer mais incidentes no Brasil serão próstata (68.220 casos novos por ano), mama feminina (59.700), cólon e reto (mais comumente denominado câncer de intestino) (36.360), pulmão (31.270), estômago (21.290), colo do útero (16.370), cavidade oral (14.700), sistema nervoso central (11.320), leucemias (10.800) e esôfago (10.790).

Entre as mulheres, as maiores incidências serão de cânceres de mama (59.700), intestino (18.980), colo do útero (16.370), pulmão (12.530), glândula tireoide (8.040), estômago (7.740), corpo do útero (6.600), ovário (6.150), sistema nervoso central (5.510) e leucemias (4.860).

Para os homens, os cânceres mais incidentes serão os de próstata (68.220), pulmão (18.740), intestino (17.380), estômago (13.540), cavidade oral (11.200), esôfago (8.240), bexiga (6.690), laringe (6.390), leucemias (5.940) e sistema nervoso central (5.810).

O perfil da incidência de câncer no Brasil varia de acordo com a região, se assemelhando mais a países desenvolvidos nas Regiões Sul e Sudeste, com mais tumores de intestino e menor incidência de câncer de colo de útero em mulheres e estômago em homens.

Nas regiões Nordeste e Norte, o câncer de estômago tem uma incidência maior entre homens, e o câncer de colo de útero ainda está mais presente entre as mulheres. Esses dois tipos de câncer são mais associados a infecções, possuem maior potencial de prevenção e têm maior incidência em países menos desenvolvidos.

O INCA alerta que as estimativas do biênio 2018-2019 não podem ser comparadas às dos biênios anteriores, pois as bases de cálculo são aperfeiçoadas constantemente.

INCA orienta que as pessoas façam alguma atividade física.

Câncer e Fake News 

O câncer engloba um conjunto de doenças, cada uma com características e fatores de risco próprios, cujo denominador comum é a reprodução desordenada de células. O câncer é uma doença multifatorial, ou seja, pode ser causada por diversos fatores.

A diretora-geral do INCA, Ana Cristina Pinho, recomentou que as pessoas evitem fumar e até mesmo se expor a fumaça do cigarro. Além disso, a orientação é de que as pessoas faça alguma atividade física de forma regular, reduzam a ingestão de carne vermelha e comam mais alimentos frescos (frutas, vegetais e hortaliças; alimentos ricos em fibra).

“Evite os alimentos processados, gordurosos, defumados e produzidos com o uso de agrotóxicos. Mantenha o peso corporal adequado. Proteja-se da exposição solar excessiva usando roupas, chapéu, óculos escuros e protetor solar. Minimize a ingestão de bebidas alcoólicas. Evite, sempre que possível, se expor à radiação ionizante e poluição do ar”, pontuou a diretora-geral. 

O Inca também reforçou a necessidade de combater a desinformação sobre a doença e ressaltou o debate sobre fake news, que divulgam notícias falsas com relação à doença e os seus tratamentos. 

"A proliferação de mensagens falsas e incompletas leva muitos a seguir conselhos que na maioria das vezes são desprovidos de qualquer embasamento científico", disse na Cristina Pinho. 

Com informações do Inca e Agência Brasil

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