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Saúde

No Piauí, casos de hepatite registram aumento de mais de 18% em 2019

Por: Roberto - 04/06/2019

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A pouco menos de um mês da metade do ano, o Piauí já registrou um aumento de 18,7% nos casos de hepatite C em relação a 2018. No ano passado, foram registrados 96 casos de hepatite C e 78 de hepatite B, representando um crescimento em relação ao ano anterior quando foram diagnosticados 68 de hepatite C e 75 de tipo B. Os dados são da Coordenação de Epidemiologia da Secretaria Estadual de Saúde.

Doença muitas vezes silenciosa, a hepatite é uma inflamação no fígado que pode resultar de diferentes causas. Vírus (para os tipos A, B, C), uso excessivo de medicamentos e substâncias alcoólicas são algumas delas. Considerado pelo Ministério da Saúde como um grave problema de saúde pública, em alguns casos agudos e crônicos a doença pode levar à morte.

No Piauí, sete pessoas morreram em 2018 em decorrência de complicações de hepatite tipo C, um aumento em relação a 2017, quando seis pessoas morreram. A tipo B também registrou uma morte ano passado e duas em 2017

A coordenadora estadual de epidemiologia, Amélia Costa, alerta para os riscos de conviver com a doença sem o diagnóstico. “A hepatite é uma doença silenciosa. Ela se confunde com qualquer infecção gástrica, mal estar. Muitas vezes quando a pessoa passa muito tempo sem o diagnóstico ela já está com uma cirrose, com um câncer de fígado, um adenocarcinoma”.

A profissional da saúde aponta para a realização de exames. Ela destaca ainda o cuidado da não ingestão de medicamentos sem acompanhamento médico. “A chamada de atenção é para que as pessoas não se automediquem”, informou.

Causas

Praticar sexo sem proteção, compartilhar seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos que furam ou cortam podem causar contaminação pelos vírus B,C e D, transmitidos pelo sangue.

“Tomar cuidado onde for fazer tatuagem e piercings. Existe uma probabilidade muito grande se o material não tiver sido esterilizado”, orienta a coordenadora de epidemiologia.

Os tipos B,C e D também podem passar da mãe para o filho durante a gravidez, o parto e a amamentação.

“A gestante que estiver suspeita de hepatite ela precisa se vacinar para que a criança na hora do parto, por isso é muito importante que seja feito o pré-natal”, explica Amélia Costa.

A hepatite A é transmitida por via oral-fecal e comum em locais com pouco saneamento básico.

Sintomas

Segundo médico gastroenterologista e hepatologista, Juvenal Gomes, os principais sintomas são, peles e olho amarelados, urina escura, mal estar, dor muscular, náuseas e vômitos. Se for uma infecção aguda os sintomas podem durar de 30 a 60 dias. “Mas na maioria das vezes ela é silenciosa”, relembra.

Vacinação

A vacina de hepatite A foi introduzida no calendário infantil em 2014, para crianças de 1 a 2 anos de idade. O Sistema Único de Saúde disponibiliza gratuitamente a vacina contra a hepatite B em qualquer posto de saúde para pessoas de até 49 anos.

A imunização é feita em três doses, e só é efetiva quando a vacina é tomada com intervalo de um mês entre a primeira e a segunda dose e de seis meses entre a primeira e a terceira dose. Não existe vacina contra a hepatite C.

A hepatite D depende da hepatite B para ocorrer, portanto, vacinar contra o tipo B previne o tipo D. A hepatite E tem ocorrência rara no Brasil e não há vacina disponível para a doença.

Meses como o Maior e Julho Amarelos são usados como épocas de campanhas de conscientização. Atualmente o Ministério da Saúde tem um plano para eliminar a hepatite C até 2030, com a prática de campanhas para intensificar os trabalhos de prevenção e diagnóstico a nível estadual.

Tipos

No Brasil os tipos mais comuns são o A,B e C. “Na região Amazônica existe mais inciência de tipo D. Já a hepatite E é mais comum nos países africanos e asiáticos”, explicou o gastroenterologista.

Fonte: Cidade Verde

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