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GENTE DA NOSSA GENTE: Jaicoense Ruth Brito se torna médica aos 22 anos

Por: Roberto - 03/09/2020

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A jaicoense Ruth Brito Costa se tornou médica aos 22 anos e nos contou um pouco da sua trajetória para chegar ao feito. Uma história de muito esforço, luta e dedicação. Com ela, Ruth inspira outras pessoas que estão em busca de seus objetivos.

A filha da professora Maria dos Ramos Brito e do metalúrgico José Rivaldo da Costa nos contou que ser médica é um sonho de infância. Para realizar esse sonho, enfrentou algumas dificuldades e desafios que, certamente, serviram para enaltecer a sua conquista.

“Foi após a minha avó ficar doente, eu era muito novinha, fiquei tão comovida que falei pra ela que seria ‘medica de cuidar de velhinhos’. Então, desde quando me entendo por gente, eu já falava que queria ser médica” – conta que sua mãe é quem relembra a história.

Ela não parou por aí, sempre foi uma criança que tinha muito interesse em estudar, motivo que a levou a iniciar os estudos muito cedo. Se dedicou e o resultado de todo esse esforço é que conseguiu passar no vestibular aos 16 anos de idade.

“O resultado saiu antes do previsto, me pegou de surpresa. Na hora de conferir o gabarito, após sair da prova, olhei o gabarito de uma prova que não era a minha, então já tinha ficado desanimada. Quando mãe ligou falando que ‘fulano’ havia dito que eu tinha passado, não acreditei, pensei que era só a lista dos classificáveis. Até ligarem da escola parabenizando-me. Não consegui conter o choro quando fui falar para o meu irmão e abraçar minha amiga” – relembra.

Conta que se inspirou no Dr. Eduardo Coelho para conseguir passar. “Na época de vestibular dele, ele passou em 1° lugar e sempre teve uma postura muito admirável, então eu pensava: ‘se ele conseguiu eu também posso conseguir!”

Ruth relembrou um pouco das dificuldades que enfrentou. Das mensalidades caras às duras jornadas de estudos, com longas horas diárias de dedicação integral ao curso. Mas apesar das duras etapas, ela tinha cada vez mais satisfação pela escolha que fizera e não desistiu.

“A mensalidade é muito cara e tinha sido só a primeira prova de Medicina que eu fizera. Mas aí mãe disse que faria de tudo para que me formasse, ela falou que iria fazer minha matrícula sem compromisso, e fez. O primeiro período foi o pior sem dúvidas, por que eu ficava nessa angústia do valor da mensalidade, até eu conseguir o FIES, que foi o momento mais feliz, até mesmo que o resultado do vestibular. Vendia brownie na faculdade para ajudar com as minhas contas. Quanto à carga horária, tiveram horas que a gente beirava o burnout (tensão e esgotamento emocional), o curso exige muito de você. Mas, à medida que eu ia avançando de período, principalmente no ciclo clínico, tinha mais certeza que era aquilo que eu queria pra vida” – relata Ruth.

Para ela, sua mãe é a maior inspiração de vida. “Minha mãe é o meu espelho de vida. Sempre foi forte e guerreira, não se contenta com injustiça, vai atrás e faz acontecer. De longe, é a pessoa mais corajosa que eu conheço!”

A sua conquista foi comemorada de uma forma diferente do que ela esperava, devido à pandemia e à perda de um tio muito querido.

“O medo inicial da pandemia e estar em grupo de exposição ao, até então, “desconhecido” foi muito incapacitante” – relata.

Apesar de um ano de 2020 muito delicado, Ruth conta que a formatura veio um pouco mais cedo por causa da pandemia, depois de se tornar grupo de exposição por conta da profissão que escolhera.

POR: Daniel Gomes / Portal Noticiei

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