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Saúde

Vacinas reduzem o risco de transmissão da variante Delta, diz estudo

Por: Roberto - 07/10/2021

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O primeiro estudo a examinar diretamente como as vacinas previnem a disseminação da variante Delta traz boas e más notícias. A boa é que as pessoas infectadas com a mutação do SARS-CoV2, altamente contagiosa, têm menos probabilidade de transmitir o vírus a outras se já estiverem imunizadas com ao menos uma dose da vacina contra a Covid-19. A má é que esse efeito é relativamente pequeno e diminui três meses após o recebimento da segunda dose. As descobertas aumentam a compreensão dos cientistas sobre o efeito da vacinação na redução da propagação da Delta, mas são "mais e menos encorajadoras, ao mesmo tempo", diz Marm Kilpatrick, pesquisador de doenças infecciosas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

Pesquisas anteriores indicavam que as pessoas infectadas com a Delta têm aproximadamente as mesmas cargas virais, independentemente de terem sido vacinadas. Mas também demonstram que os vacinados apresentam menor chance de espalhar o vírus pois suas cargas virais caem mais rápido do que os de pessoas não inoculadas. Esse último estudo, porém, foi mais a fundo analisando dados de 139.164 contatos próximos a 95.716 pessoas infectadas com o SARS-CoV-2 entre janeiro e agosto de 2021, no Reino Unido, quando as variantes Alpha e Delta eram as causadoras da maioria das infecções. Os autores descobriram que, embora as vacinas oferecessem proteção contra a infecção e a transmissão, o contágio pela Delta foi atenuado.

Mas, ao longo do tempo, esse efeito benéfico da vacina diminuiu para níveis quase insignificantes. Duas semanas após receberem o imunizante da AstraZeneca, as pessoas voltavam a transmitir a variante a seus contatos próximos que, se não estivessem imunizados, tinham 57% de chance de serem infectados. Em três meses, esse número aumentou para 67%, mesmo nível da probabilidade de uma pessoa não vacinada espalhar o vírus. Também foi observada a redução de transmissibilidade pelos vacinados com o imunizante da Pfizer-BioNTech,  de 42% logo após a vacinação e 58% com o passar do tempo. "Os resultados explicam porque temos visto tanta transmissão progressiva da Delta, apesar do avanço da vacinação, mas também oferecem a possibilidade de realização de campanha de reforço para reduzir a transmissão”, diz o coautor David Eyre, epidemiologista da Universidade Oxford, no Reino Unido. Segundo Stephen Riley, pesquisador de doenças infecciosas do Imperial College London, as campanhas de reforço, no entanto, também levantam uma outra incerteza: se a mesma diminuição da proteção contra a infecção ocorrerá após a terceira dose. Só tempo dará a resposta. Abaixo, os números da vacinação.

   

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