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Cidadania

Piauí é o terceiro do país em geração de empregos

Mais piauienses tiveram a carteira de trabalho assinada

Por: Roberto Carvalho - 10/02/2010

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Puxada pelo setor de construção civil, a geração de empregos formais no Piauí em 2009 foi a maior nos últimos três anos e cresceu 7,73% em relação a 2008, o terceiro maior crescimento do país. Foram 12.727 novos postos de trabalho, um saldo positivo considerando-se a admissão de 79.490 pessoas e demissão de 66.763 funcionários. O dado foi divulgado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), órgão do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).Apenas os estados de Rondônia (com alta de 14,88%) e do Ceará (7,73%) tiveram aumento maior que o Piauí. Com exceção dos estados do Maranhão (queda de 1,46%) e Amazonas (-0,40%), os demais estados apresentaram crescimento, mas em índices menores que o Piauí. O crescimento médio no Brasil no ano passado foi de 3,11%, com quase 1 milhão de novos empregos.Em 2007, o saldo positivo de empregos foi de 7.901 postos de trabalho, um crescimento de 3,42% em relação a 2006. Naquele ano, a média no país foi de 5,85%. Em 2008, foram 11.324 empregos, uma alta de 6,05%, já superior à média nacional, de 5,01%.O setor de construção civil (veja reportagem ao lado) foi o que mais gerou emprego, com 5.230 vagas ocupadas, uma alta surpreendente de 26,36% em relação a 2008. Desbancou, pela primeira vez, o setor que tradiconalmente mais empregava no Piauí, o comércio. Este setor gerou 2.756 postos de trabalho (crescimento de 4,87%), menos da metade.Em seguida, vieram a indústria de transformação, com 1.176 empegos gerados (alta de 4,84%); a agropecuária, com 428 (6,30%); o setor industrial de utilidade pública, com 211 ((5,12%); a administração pública, com 45 (0,36%) e a extração mineral, com 14 (2,17%).Construção civil gerou 41% dos empregos e espera mais crescimentoResponsável por 41% dos empregos formais gerados no Piauí e principal responsável pelo aquecimento da economia no estado em 2009, o setor de construção civil nunca passou por um boom com esse. Ainda assim, as emprestas esperam mais demanda ainda em 2010, devido ao grande número de empreendimentos habitacionais que serão lançados.“Em 2009, tivemos cerca de nove mil unidades habitacionais contratadas e, em 2010, teremos mais 11 mil. Ou seja, ainda vai ter muito serviço para as construtoras por muito tempo”, diz o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Estado do Piauí (Sinduscon-PI), Andrade Júnior. Ele acrescenta ainda que as obras estruturantes realizadas através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) também contribuem para o bom cenário da economia piauiense.“A quantidade de empregos gerados não somente no Piauí, mas no Brasil todo, mostra que o governo acertou quando resolveu investir na construção civil, por ser um setor que dá resposta rápida e melhora a economia”, frisa Andrade Júnior. Para ele, a decisão do Governo Federal de construir um milhão de moradias para combater a crise financeira iniciada em 2008 e, ao mesmo tempo, reduzir o défict habitacional no Brasil, repercutiviu positivamente entre a população que estava desempregada.“A grande quantidade de obras em execução fez com que começasse a faltar mão-de-obra. Hoje, não é fácil a gente achar pedreiro, carpinteiro, servente, pintor e outros trabalhdores necessários para uma construção”, comenta o empresário.Um dos que está comemorando é o pedreiro Francisco Oliveira, que há 15 dias trabalha na construção de um condomínio residencial no bairro Marquês, na zona Norte de Teresina. “Não somente eu, mas todos os meus colegas de profissão estão empregados. Mesmo quando terminar essa obra, eu sei que não ficarei parado, pois a procura por profissionais como a gente é muito grande. Eu já estou até fazendo planos para comprar um carro ou moto até o próximo ano “, diz.
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