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PI: Codevasf vai inaugurar barragens avaliadas em R$ 21 milhões

Por: Roberto - 13/06/2015

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O presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), Felipe Mendes, afirmou que até o final do ano serão inauguradas as Barragens de Atalaia, no extremo Sul do Estado, na região de Corrente, e de Tinguins, em Brasileira, na região Norte do Estado. Para essas duas obras, a Codevasf destinou ao Governo do Piauí R$ 21 milhões, sendo R$ 14 milhões para a Barragem de Atalaia, e R$ 7 milhões para a Barragem de Tinguins.

“Temos duas obras para ser concluídas, tem a Barragem de Atalaia, no extremo Sul do Estado, na região de Corrente, e a Barragem de Tinguins, em Brasileira, na região Norte do Estado, que atende as populações de Piracuruca e Piripiri. É uma questão do cumprimento de algumas obrigações contratuais previstas no convênio, mas isso é uma coisa burocrática que precisa ser rapidamente resolvida. O total da Barragem de Atalaia que falta liberar é de R$ 14 milhões e R$ 7 milhões é o total para ser liberado para a Barragem de Tinguins. Resolvido isso, já se pode marcar a data de inauguração lá para o final do ano. Essa é a primeira fogueira que a gente vai passar por cima”, declarou Felipe Mendes, para o Jornal Meio Norte.

 

Meio Norte – Como a Codevasf vai trabalhar e desenvolver as obras da companhia destinadas ao Piauí?

Felipe Mendes – Nós vamos trabalhar com celeridade para que essas dificuldades sejam superadas. Ao lado disso, vamos superar essas questões burocráticas como a falta de um plano de trabalho, que são coisas normais em convênios assinados entre um órgão e outro, com essa visão de longo prazo. As obras e projetos vão ser colocados no PPA (Plano Plurianual), enquanto a gente prepara essas ações vigorosas na área de irrigação.

Meio Norte – Quais as prioridades em sua gestão na Codevasf?

Felipe Mendes – Acima de tudo, a revitalização do rio Parnaíba. Sem isso, não vamos ter nenhuma ação positiva. Essa revitalização será feita ao longo dos anos e, enquanto isso, vamos atuar no aproveitamento das águas sejam do rio Parnaíba, sem as subterrâneas, além das obras já concluídas para elaboração do programa, como o abastecimento de água para as cidades, comunidades rurais e para irrigação.

Meio Norte – Quais os valores liberados pela Codevasf para o Piauí que não estão sendo empregados por causa de de pendência e falta de apresentação de documentos pelo Governo do Estado?

Felipe Mendes – Vou citar duas obras, tem a Barragem de Atalaia, no extremo Sul do Estado, na região de Corrente, e a Barragem de Tinguins, em Brasileira, na região Norte do Estado, que atende as populações de Piracuruca e Piripiri. É uma questão do cumprimento de algumas obrigações contratuais previstas no convênio, mas isso é uma coisa burocrática que precisa ser rapidamente resolvida. O total da Barragem de Atalaia que falta liberar é de R$ 14 milhões e R$ 7 milhões é o total para ser liberado para a Barragem de Tinguins. Resolvido isso, já se pode marcar a data de inauguração lá para o final do ano. Essa é a primeira fogueira que a gente vai passar por cima.

Meio Norte – O que o senhor quer dizer com a ligação de Petrolina, em Pernambuco, com o sul do Piauí para garantir irrigação e desenvolvimento da fruticultura piauiense?

Felipe Mendes – A ligação é de uma adutora que vem de uma cidade da Bahia até Campo Alegre de Lourdes, que fica na divisa com os dois Estados, em Caracol, no Piauí, que é uma reivindicação do deputado federal Assis Carvalho. Tem um estudo na Codevasf para ver como é possível a extensão dessa o nosso Estado. Eu já disse, até conversando com o vice-governador da Bahia, que foi meu colega de Câmara dos Deputados, para a Bahia se engajar na transferência das águas do São Francisco para o Sul do Piauí.

Meio Norte – O senhor também falou que quer aproveitar expertise da irrigação de Petrolina, usada na produção de frutas e legumes, para estender ao Sul do Piauí. Como é que será feita essa transferência da experiência de Petrolina?

Felipe Mendes – A Codevasf tem uma grande experiência na irrigação e o foco da irrigação é no médio São Francisco, em, Juazeiro, e em Minas Gerais, que tem o maior projeto de irrigação do Brasil.

Meio Norte – A transposição das águas do rio São Francisco só será concluída em 2017?

Felipe Mendes – As obras continuam em execução. É uma área prioritária do Governo Federal, estão sendo feitos os canais com direção a Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. É uma programação de vários anos. Eu estive em Natal, no Grande do Norte, e as obras têm uma programação muito grande a ser executada pelo Governo Federal.

Meio Norte – As obras de transposição das águas do rio São Francisco já têm impacto em algumas regiões?

Felipe Mendes – Ainda não porque as águas ainda não chegaram a seu destino, que são as pessoas dessas regiões, mas já, já, as obras serão concluídas.

Meio Norte – Qual o seu objetivo principal na Codevasf em relação ao Nordeste?

Felipe Mendes – O objetivo principal é como o próprio nome diz, é uma companhia de desenvolvimento dos rios São Francisco e Parnaíba e agora, acrescentando, o Vale do Mearim e do Vale do Itapecuru. O desenvolvimento desses vales e rios, o uso dessa água disponível pelas populações urbanas e rurais permitem o desenvolvimento da região e o aproveitamento das águas se dá com a irrigação.

Meio Norte – Em que a Codevasf tem avançado na convivência com a seca no Nordeste?

Felipe Mendes – Sempre aprendendo a cada dia. A população reclama e faz sugestões, além de críticas, sobre o que deve ser feito e, sobretudo, com maior eficiência no uso da água seja na irrigação, seja no consumo humano. Exemplo, que não é o caso da Codevasf, o desperdício de água pelas concessionárias dos serviços de abastecimento de água e de esgotos. Isso acontece no Brasil como um todo. Em Teresina, com a Agespisa, há um desperdício muito grande entre o que foi captado no rio e tratado e a destinação final para as residências, que é de mais de 50%. É preciso ter mais eficiência, é preciso reduzir esse desperdício. No caso da irrigação, a irrigação por sulco desperdiça muita água, o aproveitamento de de 30%, quando a irrigação por microgotejamento ou microaspersão, o aproveitamento é de 60%.

Meio Norte – O que está sendo feito para acabar com o desperdício no momento em que vivemos em uma crise hídrica sem precedentes?

Felipe Mendes – Fazendo isso. Substituindo a irrigação de sulco pela irrigação de microaspersão. No dia a dia, você tem que fechar a torneira para não desperdiçar a água. Cada um tem o seu papel, não é só o Governo ou a Codevasf. Todos nós , temos um papel. Em casa, eu tenho que fechar a torneira e não deixar a torneira pingando. Eu na Codevasf tenho que trabalhar na substituição da irrigação que desperdiça água por uma que não desperdiça e o empresário tem que trabalhar com eficiência.

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