Por: Roberto Carvalho - 04/05/2010
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Mais do que a emocionante disputa pré-eleitoral e eleitoral – a partir do próximo dia 05 de julho –, o que conta, na verdade, é o debate real e as implicações do atual processo de escolha dos novos rumos do Piauí. Embora, toda a mídia procure esquentar o cotidiano com notícias palpitantes sobre acordos e desacordos entre os políticos, alianças e articulações, o cidadão comum não deveria perder de vista que este processo vai decidir que estado teremos e em que condições viveremos nos próximos anos.
Evidentemente, esses aspectos dependem em boa parte da qualidade do voto que daremos no dia 03 de outubro de 2010. Por isso, devem ser considerados pelo eleitorado e, mais do que isso, associados à disputa, ao debate eleitoral. Por enquanto, os holofotes, microfones e os discursos dos pré-candidatos e lideranças político-partidárias se concentram no jogo de alianças, na luta por apoios políticos, o que é muito importante na definição dos resultados das próximas eleições no Piauí.
No entanto, é interessante começar a indagar sobre os respectivos planos de governo, as propostas, a plataforma eleitoral. Ao contrário do mau habito de deixar à última hora o momento da discussão dos grandes problemas, soluções e alternativas, tanto os representantes quanto o povo deveriam começar essa discussão, o debate dos programas. E deixar um pouco de lado a questão dos cargos, das brigas, traições, dos interesses menores e muitas vezes inconfessáveis, do bate-boca, dos acordos secretos, da bajulação por sinecuras e coisas do tipo.
DESENVOLVIMENTO É O TEMA
O Piauí de hoje tem uma questão dramática para equacionar: o desenvolvimento sustentável do Estado e seus imensos desafios. Nada que fuja a essa temática deve ser aceita pelo eleitorado piauiense, que já demonstrou por várias vezes – no ato de votar – uma postura crítica e mobilizada. Em várias oportunidades, o sentido das urnas em nosso estado refletiu o anseio por crescimento econômico, geração de renda, distribuição das riquezas, inclusão social, ou seja, redução das desigualdades, historicamente tão cruéis.
Isso aconteceu em episódios históricos, como a eleição do governador Wellington Dias, em 2002, ou mesmo a de Mão Santa, em 1994 – ambos correndo por fora e vencendo candidatos e esquemas conservadores, ligados às famigeradas oligarquias. A rigor, as principais opções são interessantes. Sílvio Mendes, João Vicente Claudino e Wilson Martins representam candidaturas aparentemente sintonizadas com esse projeto coletivo de desenvolvimento. Resta saber qual deles está realmente disposto a avançar mais e com que ações e políticas pretendem chegar a tal.