Por: Roberto Carvalho - 18/05/2010
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O senador João Vicente Claudino é um político de sorte. Aproveitou a onda vermelha petista que continuou vingando em 2006 e elegeu-se senador. Deu apoio ao mandato do presidente Lula e do governador Wellington Dias, deixou a antiga base aliada e com a saída de Silvio Mendes ganhou a Prefeitura de Teresina.
JVC só não conseguiu ser o candidato pela antiga base aliada porque no meio do caminho tinha Wilson Martins, que não abdicou em assumir o governo e concorrer a reeleição, o que não deixa de ser legítimo. Somado a isto, a saída do ex-governador Wellington Dias para disputar o senado, que aconteceu segundo ele porque não conseguiu unir a chamada base aliada. Wilson no governo segue os passos do seu antecessor, põe o pé na estrada, corre, lança o Ronda Cidadão e busca aliados.
Caso não seja eleito, JVC terá ainda mais quatro anos no senado. Se eleito, o senador além de herdeiro de um dos maiores grupos econômicos do país, passará a controlar não só a PMT como também o governo estadual e ainda manterá a vaga no senado a ser ocupada pelo suplente do seu partido.
A fragilidade do senador está em Teresina e no alto índice de rejeição nas pesquisas. Caso não avançe além do segundo lugar nas pesquisas corre o risco de perder a posição e ser, quem sabe, fiel de balança no segundo turno. Para isto não acontecer corre ao lado do prefeito Elmano Férrer, do seu partido e, para assim imprimir uma marca petebista na capital, daí também a preocupação em viabilizar a curto prazo obras de infra-estrutura urbana que a cidade carece.
Já o ex-prefeito Sílvio Mendes corre por fora. Até agora está na frente nas pesquisas, logo precisará de sorte e viajar muito aos municípios. É que quando a disputa esquentar terá que fazer um grande esforço na busca de apoios, além de usar bem a propaganda eleitoral para manter-se na dianteira e viabilizar-se como terceira via, do contrário virará recheio de sanduiche e, quem sabe, fiel de balança na disputa entre o senador JVC e o governador Wilson Martins.
As pesquisas, as alianças e as duas primeiras semanas da propaganda eleitoral ditarão os rumos de quem assumirá a dianteira, quem virará sanduíche e poderá vir a ser um possível ou não fiel de balança. Quem viver, verá!