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Geral

Morre em Teresina aos 93 anos, Ex-Governador do PI Lucídio Portela

Por: Roberto - 30/10/2015

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O ex-governador do Piauí, Lucídio Portela, morreu na tarde desta sexta-feira (30) em Teresina. Ele estava na clínica que leva o seu nome, no centro da capital, quando sentiu uma dor abdominal e faleceu logo depois. Ele estava sentado em uma cadeira.

Lucídio Portela tinha 93 anos e não apresentava nenhum problema de saúde grave. Fazia apenas hemodiálise. Sua filha, a deputada Iracema Portela almoçou com ele no último domingo.

Lucídio Portela Nunes (Valença do Piauí, 8 de abril de 1922) é um médico e político brasileiro, governador do estado do Piauíde 1979 a 1983. É o irmão mais velho do falecido Petrônio Portela Nunes, articulador da abertura política havida nos governos de Ernesto Geisel e João Figueiredo.

Biografia

Filho de Eustáquio Portela Nunes e Maria Ferreira de Deus. Formado em Medicina na Universidade Federal do Rio de Janeirocom especialização em tisiologia pelo Ministério da Saúde e pós-graduação em Radiologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Membro da Associação Piauiense de Medicina.

Carreira Política

Durante pelo menos três décadas sua atividade política resumiu-se a acompanhar a carreira de seu irmão sempre recusando um papel mais ativo no cenário político estadual. Tal postura mudaria em 1978 quando foi referendado pela ARENA para o cargo de Governador do Piauí, indicação feita pelo presidente Ernesto Geisel e confirmamda pelo Colégio Eleitoral estadual em1º de setembro daquele ano, sendo o último governador eleito pelo voto indireto.Com a morte de seu irmão em 1980 assumiu o comando do PDS e presidiu as eleições gerais de 1982 nas quais seu partido conquistou uma ampla maioria.

Eleições 1982

Em 15 de novembro de 1982 o PDS elegeu o governador Hugo Napoleão, o vice-governador Bona Medeiros e o senador João Lobo. Além disso seus filiados conquistaram seis das nove vagas na Câmara dos Deputados e dezessete das vinte e sete cadeiras na Assembleia Legislativa, além de assegurar o controle de 102 das 113 prefeituras em disputa, número elevado para 104 por causa da nomeação de Freitas Neto para prefeito de Teresina por decisão de Hugo Napoleão e a manutenção de Júlio César como prefeito de Guadalupe. Dos 971 vereadores eleitos 774 pertenciam ao partido governista. O PMDB apresentou a candidatura do senador Alberto Silva e elegeu três deputados federais, dez estaduais, onze prefeitos e 194 veradores. Já o PTelegeu três vereadores no município de Esperantina e teve José de Ribamar Santos como candidato a governador.[5]

Rompimento Com Hugo

Lucídio Portela deixou o governo em 15 de março de 1983 mas conservou influência no meio político e se manteve afinado com o sucessor até que Hugo Napoleão e os membros da Frente Liberal no Piauí ignoraram a candidatura de Paulo Maluf à Presidência da República em favor do oposicionista Tancredo Neves. O resultado foi a “implosão” do PDS e a criação do PFL, partido liderado por Hugo Napoleão e que contou com a adesão de quase a totalidade dos antigos pedessistas. Para se ter uma ideia do estrago feito nas hostes do PDS, dos dezessete deputados estaduais eleitos em 1982 apenas um ficou ao lado de Lucídio Portela, justamente seu sobrinho Marcelo Coelho. Aturdido pelo golpe encorajou a candidatura de sua esposa Myriam Portela a prefeitura de Teresina em 1985 com o intuito de avaliar o quanto lhe restava de capital político. No ano seguinte avalizou a coligação de seu partido com o PMDB e foi eleito vice-governador do Piauí na chapa de Alberto Silva, até então o mais combatido inimigo político de sua família, em especial de seu irmão Petrônio Portela. Como resultado o PDS foi revigorado com a eleição de três deputados federais e seis deputados estaduais.

Senador Pelo Piauí

Após a necessária convivência política com Alberto Silva o PDS rompe com o governador que ajudara a eleger e firma uma aliança com o PFL visando as eleições de 1990 e em meio as negociações para a formalização da coligação “Frente de Recuperação do Piauí” Lucídio Portela faz valer seu cacife ao assegurar a vaga de vice-governador para o seu então genro Guilherme Melo na chapa de Freitas Neto e apresenta-se como candidato a senador, união afinal vitoriosa ante o desgaste do bloco situacionista. Extinto o PDS em 1993, Lucídio migrou para seus sucedâneos, ora o Partido Progressista Reformador (PPR), depois o Partido Progressista Brasileiro (PPB) e por fim o atual Partido Progressista. Apesar das mudanças a condução de seu grupo político sempre coube ao próprio Lucídio Portela.

Família

Seu familiar mais conhecido é Petrônio Portela Nunes, político que ao longo de trinta anos foi guindado de deputado estadual a Ministro da Justiça com passagens pelo Governo do Piauí e ainda pelo Senado Federal onde ocupou funções de destaque. Seu sobrinho, Marcelo Coelho, foi eleito deputado estadual em 1982, 1986, 1998 e 2002 sempre pelo PDS e pelas legendas que o sucederam, sem mencionar que sua esposa Myriam Portela, foi candidata a prefeita de Teresina em 1985, eleita deputada federal em 1986 e novamente derrotada na eleição para a prefeitura da capital piauiense em 1988, isso quando filiada ao PDS. A seguir seu então genro Guilherme Melo trocou o PMDB pelo PDS e foi eleito deputado estadual em 1986, vice-governador do Piauí em 1990 sendo efetivado em 1994 ante a renúncia de Freitas Neto. Entre abril de 1998 e janeiro de 1999 seu irmão Elói Portela Nunes exerceu o mandato de senador enquanto Freitas Neto foi Ministro Extraordinário das Reformas Institucionais ao final do primeiro governo Fernando Henrique Cardoso. Atualmente, seu genro Ciro Nogueira exerce seu primeiro mandato como senador, e sua filha, Iracema Portela, é deputada federal.

Com primeiras informações do Cidadeverde

E pesquisa no Wikipédia

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