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Geral

PAC 2 isentará municípios de contrapartidas financeiras

Por: Roberto Carvalho - 28/05/2010

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As obras da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), que prevê investimentos de R$ 1,6 trilhão a partir de 2011, serão realizadas sem necessidade de apresentação de contrapartidas financeiras dos municípios.

“Além de representar economia real para os cofres municipais, que não terão de investir recursos próprios para executar as obras, essa medida vai diminuir a burocracia, agilizando o processo de contratação e os repasses de recursos das obras do PAC”, esclareceu o Subchefe de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Olavo Noleto, durante palestra no XI Congresso Brasileiro de Municípios, em Salvador.

No eixo Social e Urbano, executado em parceria com Estados e Municípios, o PAC 2 representa expansão de 63% em recursos em comparação com o PAC 1 – enquanto a primeira etapa tem carteira de R$ 239 bilhões, a segunda conta com R$ 389 bilhões. “A execução do PAC 1 demonstrou ser possível um novo modelo de gestão, que valoriza o diálogo federativo e aposta na descentralização para garantir mais agilidade e eficácia dos projetos. Vamos discutir as necessidades de cada município e definir juntos os investimentos para cada cidade”, avalia Noleto.

Na análise das propostas apresentadas pelas prefeituras, serão adotados critérios como critérios o potencial de complementação de obras da primeira fase do PAC, o estágio de elaboração do projeto, o licenciamento ambiental do empreendimento e situação fundiária que permita início rápido das obras, explicou. Olavo Noleto explica que ações de urbanização de assentamentos precários, saneamento, pavimentação e prevenção em áreas de risco (drenagem e contenção de encostas) serão as primeiras na definição dos projetos do PAC 2, por serem complementares entre si.

Estradas vicinais – A inclusão de equipamentos para construção e manutenção de estradas vicinais no PAC 2 beneficiará diretamente os municípios com até 50 mil habitantes. Do R$ 1,8 bilhão reservado para esta finalidade, metade será concedida por meio de financiamentos e a outra metade será custeada pelo Tesouro Federal, facilitando a participação dos municípios que têm dificuldades de tomar empréstimos. A União fará licitações para a aquisição dos equipamentos necessários à recuperação das estradas e os entregará às prefeituras.

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