Por: Roberto - 13/04/2016
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Em reunião realizada na tarde desta terça-feira (12), o Partido Progressista decidiu deixar a base aliada do Governo da presidente Dilma Rousseff (PT), dando um indicativo, por consequência, de que os parlamentares da sigla irão votar em massa a favor do impeachment da petista, na sessão marcada para o próximo domingo, 17 de abril.
À reprtagem d'O DIA, o senador Ciro Nogueira, presidente do diretório nacional da sigla, manteve seu discurso de cautela, e sustentou que a reunião dos deputados do PP teve como finalidade apenas decidir sobre a permanência ou não no Governo do PT, embora esta decisão esteja diretamente relacionada à votação do impeachment, e muitos deputados do partido afirmem categoricamente que a reunião teve sim como principal assunto a votação do dia 17, que decidirá o destino da presidente.
Uma nota divulgada pelo deputado José Maia Filho (PP) - suplente - confirmou que a decisão majoritária da bancada do PP na Câmara foi favorável ao impeachment. Mainha, porém, reiterou seu posicionamento contrário ao processo que, se aprovado, culminará com a destituição da presidente.
"Julgo que há inconstitucionalidade nas denúncias contra a presidente e ilegalidade na sua tramitação. Acatar a maneira como o processo vem sendo tratado ocasionará uma ruptura na democracia ora estabelecida e conquistada a tanto custo", afirma Mainha. Ele, contudo, não participará da votação, pois a deputada federal e primeira dama Rejane Dias (PT) retomou esta semana sua cadeira na Câmara exclusivamente para votar contra o impeachment.

O PP era a principal sigla com a qual o PT vinha negociando apoio na votação do dia 17, em troca de importantes pastas no Governo Federal. Especula-se que a presidente já teria concordado em entregar o Ministério da Saúde e a presidência da Caixa Econômica Federal ao partido comandado pelo senador Ciro Nogueira, caso o acordo se consolidasse.
A deputada federal Iracema Portella vai votar contra o impeachment (Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados)
PRB confirma unanimidade a favor do impeachment
Nesta terça-feira, a presidente sofreu outro duro golpe, com a confirmação de que a bancada do Partido Republicano Brasileiro na Câmara Federal, formada por 22 deputados, decidiu de forma unânime votar a favor do impeachment.
A confirmação foi feita pelo advogado Marcos Pereira, presidente nacional da sigla. Desde que a crise política se agravou, o partido foi o primeiro a abandonar o Governo oficialmente, no dia 16 de março.
Em nota divulgada no início da noite, o PRB defende o "fim imediato" do Governo do PT, e afirma que "a mera distribuição fisiológica de espaços no governo sem a integração dos partidos em um projeto de recuperação do País é fadada ao fracasso".
"As denúncias de crime de responsabilidade atribuído à presidente foram minuciosamente examinadas pelos parlamentares do PRB, que se convenceram dos indícios reais de irregularidades e prejuízos concretos ao Brasil. Soma-se a isso as sucessivas denúncias de corrupção, o desarranjo da economia, o aumento do desemprego e da inflação e a notória ausência de liderança do governo", diz a nota, assinada pelo presidente do PRB, Marcos Pereira, e pela bancada da legenda no Congresso Nacional.
Confira a íntegra da nota divulgada pelo PRB comunicando a decisão de votar a favor do impeachment:
Depois de votar favoravelmente pelo prosseguimento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), ontem (11), na comissão especial que analisou o tema, o PRB decidiu por unanimidade nesta tarde, em reunião entre o presidente nacional do partido, Marcos Pereira, e a bancada republicana no Congresso Nacional, por manter a posição pelo fim imediato deste governo.
As denúncias de crime de responsabilidade atribuído à presidente foram minuciosamente examinadas pelos parlamentares do PRB, que se convenceram dos indícios reais de irregularidades e prejuízos concretos ao Brasil. Soma-se a isso as sucessivas denúncias de corrupção, o desarranjo da economia, o aumento do desemprego e da inflação e a notória ausência de liderança do governo.
Ao optar pelo impedimento de Dilma Rousseff, o PRB cumpre rigorosamente o que estabeleceu na ocasião da Convenção Nacional que homologou o apoio do partido à reeleição da petista. Em seu discurso dia 30 de junho de 2014, Marcos Pereira condicionou a manutenção da parceria à recuperação da economia e à participação efetiva do partido nas políticas de governo. O que não ocorreu.
O discurso da Convenção Nacional pode ser lido no portal do PRB – www.prb10.org.br.
A mera distribuição fisiológica de espaços no governo sem a integração dos partidos em um projeto de recuperação do País é fadada ao fracasso. O balcão de negócios instalado com instrumentos de Estado do qual o PRB se recusou a participar, especialmente após a saída da base do governo ao deixar o Ministério do Esporte, é o tipo de prática que precisa acabar no Brasil.
Os republicanos estão convencidos de que é hora de reestabelecer os fundamentos da nação, consertar os equívocos, enfrentar e realizar as reformas necessárias e preparar o caminho para o crescimento do País. Lamentavelmente, a presidente Dilma Rousseff e seu partido, o PT, não mais reúnem condições políticas de liderar esse grande desafio.
A desesperada tentativa de chamar de golpe o dispositivo legal e constitucional do impeachment revela muito de como pensam e agem aqueles que se apoderaram do Estado e fizeram dele o esteio de um projeto de poder. Chegou o momento de pôr fim ao descalabro que a política brasileira vive hoje fruto desse comportamento egoísta e moralmente falido. Os republicanos estão dispostos a fazer os sacrifícios necessários para ajudar o Brasil a avançar.
O PRB traz à memória uma das maiores máximas da política brasileira de todos os tempos proferida pelo ex-vice-presidente da República e fundador do partido, Zé Alencar, que no auge da sua luta contra o câncer, ao ser questionado se tinha medo da morte, respondeu: “Não tenho medo da morte, tenho medo da desonra. Porque um homem público desonrado morre em vida”.
Que Deus abençoe o Brasil!
PRB – Partido Republicano Brasileiro
Marcos Pereira – Presidente Nacional
Bancada do PRB no Congresso Nacional
Portalodia