Por: Roberto Carvalho - 17/06/2010
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A cobertura da vacinação contra a gripe H1N1 no Piauí alcançou 91% do público-alvo estabelecido pelo Ministério da Saúde, os indígenas, profissionais da saúde, crianças de seis a menores de cincos, gestantes, idosos, pessoas com doenças crônicas e adultos entre 20 e 39 anos de idade. O Estado obteve o quinto melhor desempenho no País, empatado com Goiás, e ficou atrás apenas do Paraná (106%), São Paulo (97%), Santa Catarina (97%) e Espírito Santo (92%).
O Brasil ultrapassou a meta de vacinar pelo menos 80% do público-alvo. O balanço do Ministério da Saúde divulgado nesta quinta-feira (17/06) mostra que haviam sido imunizados contra a gripe H1N1 até às 18 h de ontem (16/06) 81 milhões de brasileiros, o que corresponde a 88% dos 92 milhões pretendidos com a campanha. Os dados foram repassados pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde e representam 42% da população total do País.
Mesmo que no geral a meta tenha sido alcançada, ela ainda não foi atingida no grupo de adultos de 30 a 39 anos de idade (70% de cobertura), gestantes (73%) e crianças de 2 a menores de 5 anos de idade (apenas 40% de cobertura). O Ministério da Saúde mantém a recomendação aos municípios que adotem estratégias para continuar a vacinação dos grupos que estão com baixa cobertura.
Para o ministro José Gomes Temporão, "os números mostram o sucesso da estratégia" e uma "vitória de todo o Sistema Único de Saúde e da sociedade brasileira". Ele agradeceu "o esforço e o empenho dos vacinadores de todo o SUS em cada município brasileiro" pela superação da meta.
Foram registrados desde janeiro 609 internações e 74 mortes decorrentes da gripe H1N1. No primeiro surto, em 2009, ocorreram 2.051 óbitos. A prevenção da doença pela vacinação foi adotada em todo o mundo e apresenta resultados positivos. O Brasil alcançou melhor índice de cobertura em termos de percentual de população do que os Estados Unidos (26%), México (24%), Suíça (17%), Argentina (13%), Cuba (10%), França (8%) e Alemanha (6%). Trata-se da maior campanha mundial de imunização contra uma doença já ocorrida.
Tratamentos - O Ministério da Saúde mantém um estoque de 20 milhões de tratamentos para novas distribuições e está preparado para uma possível pandemia da gripe H1N1. A rede pública de saúde recebeu 5.500 equipamentos para leitos UTI e SAMU/192. São respiradores, monitores, ventiladores, cardioversores, desfibriladores, detectores fetais, eletrocardiógrafos e bombas de infusão.
Além da prevenção pela vacinação, que não beneficiou a população inteira, o Ministério da Saúde reforça a importância dos hábitos simples de higiene considerados eficazes: lavar as mãos com regularidade; evitar tocar a boca, nariz e olhos; cobrir boca e nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar; não compartilhar objetos de uso pessoal se estiver com sintomas de gripe.
Ao apresentar sintomas de gripe (tosse, febre, dor de cabeça e no corpo e dificuldade de respirar), é prudente procurar um serviço de saúde e não tomar remédios por conta própria. Os antigripais comuns podem mascarar sintomas do H1N1 e dificultar o diagnóstico.