Por: Roberto - 23/12/2016
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O governador Wellington Dias (PT), em sua primeira entrevista após a viagem internacional, confirmou mudanças no projeto que limita os gastos do Estado e fez um desabafo sobre a reação contrária à PEC 93. No Palácio de Karnak, o governador acrescentou que vai encaminhar uma "carta compromisso" à Assembleia Legislativa garantindo que não haverá congelamento dos salários dos servidores.
"Ao contrário. As medidas protegem os salários e a conquista dos trabalhadores. É uma mentira que foi dita, que vai ter congelamento. Estou encaminhando um compromisso do Estado de que não haverá congelamento. Os reajustes, promoções e chamamentos de concursados dependem, como todos os anos, da capacidade financeira", declarou o gestor.
Wellington Dias confirmou que esteve em reunião com o presidente da Alepi, deputado Themístocles Filho (PMDB), e com o deputado João Mádison (PMDB). Na ocasião, ele recebeu do presidente a confirmação de que o projeto será votado em primeira e segunda votação na segunda-feira (26) - última sessão da Casa em 2016.
"Aqui nós consolidamos uma negociação que a própria assembleia fez, dialogando com os servidores e os parlamentares, no sentido de a gente tirar o prazo de 10 anos e alterar para que o limite para investimentos fique em 10%. E vamos chegar esse ano a 7,5%. Quando chegar ao patamar de 10% de investimentos, o governo retira as restrições impostas pela PEC", explicou o governador.
Viagem internacional
O governador considerou bastante positivas as viagens para Holanda e a Itália, cujo foco foi atrair investimentos para o Piauí. Wellington afirmou que estava buscando recursos do Fundo Verde para projetos sustentáveis para as bacias dos rios Canindé e Piauí.
Esclarecimento dos filhos
Durante a entrevista no Karnak, o governador garantiu que as viagens divulgadas pela sua família nos últimos dois dias estão dentro da legalidade. Ele disse que a viagem do filho a Brasília foi em cumprimento de uma agenda oficial, para a posse da presidente Dilma Rousseff (PT) e da deputada federal Rejane Dias (PT), em janeiro de 2015. Ele disse que mantém a postura de absoluta transparência e repudiou os ataques nas redes sociais, afirmando que seus filhos não se utilizam de privilégios do governo e que eles mantêm atividade profissional na iniciativa privada.
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