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Política

Veja cobertura completa do 1º debate com os presidenciáveis

Por: Roberto Carvalho - 06/08/2010

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Em um debate morno realizado nesta quinta-feira (5) na TV Bandeirantes, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) se esforçaram para polarizar as eleições presidenciais, mas acabaram dividindo espaço com as frases de efeito do candidato Plínio de Arruda Sampaio (PSOL). Marina Silva (PV) tentou se apresentar como alternativa aos líderes das pesquisas. O tucano partiu para o ataque primeiro, mas evitou desqualificar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e até fez elogios à gestão, como tem sido em sua campanha até agora. Em sua estreia em debates, a petista aparentou nervosismo nos dois primeiros blocos, deixando frases incompletas e estourando o tempo para respostas. Depois, a candidata encontrou seu tom. Também estreante, Marina direcionou sua primeira pergunta a Serra já se apresentando como alternativa. "Tivemos dois grandes partidos que não foream capazes de esquecer as divergências que muitas vezes são da oposição pela oposição", disse. O octogenário Plínio, que durante o debate teve seu nome na posição número um dos trending topics do microblog Twitter, atraiu atenção com críticas a todos os candidatos, permeadas de ironias e adjetivos que arrancaram sorrisos até dos adversários. Chamou Serra de hipocondríaco e Marina de conciliadora. Ainda classificou políticas de Dilma e Serra de "quinquilharia". Primeiro bloco Após um começo morno, em que cada candidato falou sobre saúde, educação e segurança pública, Dilma Rousseff e José Serra elevaram o tom a partir de uma pergunta da petista ao tucano sobre o pouco crescimento do Brasil durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Serra disse que não se pode discutir o Brasil "olhando para o retrovisor". Por sua vez, Dilma disse que é muito confortável que se esqueça o passado. No final do primeiro bloco, Serra criticou os investimentos em infraestrutura no Brasil, afirmando que os portos e aeroportos do Brasil estão saturados. Já Dilma - que, em alguns momentos, se mostrou nervosa, se posicionando de lado para a câmera e gaguejando - afirmou que os dados apresentados por seu adversário sobre portos são de 2006. Segundo bloco O segundo bloco começou com Serra no ataque, perguntando a Dilma “por que o governo federal está discriminando as Apaes (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais)”. Dilma disse que “não é muito correto" afirmar que o governo não olha pra essa questão. Em sua réplica, o tucano disse que o Ministério da Educação “quis proibir as Apaes de ensinar, [...] cortou o transporte dessas crianças. As Apaes vem sendo perseguidas”. A petista mais uma vez disse que não podia concordar e que seu eventual governo dará atenção aos excepcionais. Além desta polêmica, Dilma fez uma pergunta a Marina Silva relativa ao combate ao crack, enquanto Marina Silva perguntou a Plínio de Arruda Sampaio sobre distribuição de renda. Terceiro bloco No terceiro bloco, Dilma perguntou a Serra sobre o programa Luz para Todos e sobre a política federal para a indústria naval. Em relação a esta, Serra disse não ter objeções, mas disse que o Luz para Todos era um "prolongamento" do programa Luz no Campo, do governo FHC. Serra voltou ao ataque, ao cobrar o governo Lula por ter acabado com os mutirões da saúde, realizados pelo tucano quando foi ministro de Fernando Henrique. "Eu não sou contra mutirões. Acho que é só uma medida de urgência. Não pode ser a nossa característica na política de saúde", respondeu Dilma. Após ouvir Dilma e Serra falarem sobre saúde, Plínio de Arruda Sampaio, foi irônico. "Isso tudo que tem aí é quinquilharia. é solução pela metade", afirmou. Quarto bloco Durante o quarto bloco, no qual houve perguntas feitas por jornalistas da Bandeirantes, Dilma e Serra falaram sobre privatizações. O tucano disse que o governo Lula desvalorizou o patrimônio público, enquanto a petista criticou a gestão de FHC por não ter reduzido a dívida pública. “Com relação ao governo Lula e ao governo FHC, se eles eram tão contra, é um mistério. Porque nada foi reestatizado.”, disse Serra. Por sua vez, Dilma disse que o governo Lula não reestatizou empresas porque não revê contratos. “A gente respeita contrato”, disse ela, que mais tarde chamou de “magia financeira” a “venda do patrimônio público”. A petista também prometeu redução de juros, enquanto o tucano disse que criará, a exemplo de São Paulo, a "nota fiscal brasileira". Quinto bloco No último bloco do debate realizado pela Rede Bandeirantes, nesta quinta-feira (5), os candidatos à presidência puderam fazer suas considerações finais. Dilma citou sua experiência ao lado do presidente Lula, após falar pouco o nome do colega petista durante o confronto. Dilma agradeceu a todos e disse que nos últimos anos teve orgulho de fazer parte do governo Lula e que o presidente fez com que o povo brasileiro pudesse ter oportunidades sem sair daqui. "Meu compromisso é com a erradicação da pobreza", prometeu. Serra se emocionou e contou que sua filha, Veronica, pediu para que ele sorrisse mais durante o debate. Disse, também, que concorrer à presidência é emocionante. O tucano relembrou sua trajetória política, desde o exílio de 14 anos. "Voltei com o compromisso de continuar minha luta pela melhora do País", disse. Já Marina agradeceu a Deus e reforçou seu programa de governo. Repetindo o que já havia falado em entrevistas, a candidata do PV reforçou a importância de uma mulher na presidência. "O nosso País já foi capaz de eleger um sociólogo e um operário e é capaz de surpreender ao eleger a primeira mulher, para que possamos por um fim nas desigualdades". Por último, Plínio disse que foi discriminado no debate e que seu partido defenderá os interesses do público e "quebrará o muro que separa o eleitor do governo". Este foi o primeiro debate entre os candidatos e foi composto por cinco blocos

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