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Jovem de 18 anos desmaia em sala de aula e admite ter participado do jogo ‘Baleia Azul’ no Piauí

Por: Roberto - 22/04/2017

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Um jovem, de iniciais L. C., de 18 anos, residente do bairro Lourdes, na cidade de Campo Maior, a cerca de 100km da capital Teresina, desmaiou em sala de aula, na quinta-feira passada, dia 20 de abril.

Levado para o Hospital Regional de Campo Maior, o rapaz admitiu que tentou o suicídio ao cortar por mais de 20 vezes o próprio braço dentro do banheiro da escola. Segundo ele, a tentativa fazia parte do desafio do jogo ‘Baleia Azul’.

A informação foi publicada pelo Portal de Campo Maior e confirmada junto à diretora adjunta da escola onde o jovem estuda, Colégio Leopoldo Pacheco, que fica no bairro Lourdes. Foi a diretora, Cândida Mendes, quem acionou o SAMU e acompanhou o jovem.

Ainda na noite da mesma quinta o jovem foi liberado pelos médicos e mostrou o braço com os cortes. Já em casa, disse que tinha acessado a página do Facebook e aceitado o desafio da ‘Baleia Azul’. Ele disse que leu todas as 50 regras do jogo. “Não lembro o que aconteceu realmente, só lembro que acordei no hospital com o braço todo cortado”, disse L. C., que está em recuperação em casa.

O QUE É O JOGO Teve início na Rússia e foi responsável por diversos suicídios naquele país. Agora com força no Brasil, já pode ter feito pelo menos 3 vítimas de estados diferentes. O pacto da ‘Baleia Azul’ consiste em um ”jogo” onde desafios como desenhar uma baleia azul com gilete na pele, fazer fotos assistindo filmes de terror são feitos pelos líderes (curadores). No total são 50 desafios, sendo o último, o suicídio.

COMO EVITAR O JOGO A doutora em psicologia escolar e docente no Instituto Singularidade, Elizabeth dos Reis Sanada em entrevista ao site de Notícias G1, deu algumas dicas de como saber se seu filho está participando do jogo e como evitar. Quando a criança ou adolescente muda seu comportamento de forma brusca, pode ser que esteja sofrendo com alguma coisa que não sabe como lidar, disse Elizabeth. “Isolamento, mudança no apetite, o fato de o adolescente passar muito tempo fechado no quarto ou usar roupas para se esquivar de mostrar o corpo são pistas de que sofre algo que não consegue falar”, diz.

SE INTERESSE MAIS PELO SEU FILHO Quando os pais são omissos à rotina dos filhos, fica muito difícil entender o que se passa na vida da criança ou adolescente. E não apenas por causa do jogo da baleia azul, mas é sempre bom ficar por dentro de tudo que seu filho faz durante o dia. “Os pais devem conhecer a rotina dos filhos, entender o que fazem, conhecer os amigos”, afirma a Elizabeth. Ela diz que muitos adolescentes “falam” abertamente sobre a falta de motivação de viver nas redes sociais. Os pais devem incentivar que os filhos tenham projetos para o futuro.

ESTEJA SEMPRE ABERTO AO DIÁLOGO “É preciso que o adolescente se sinta à vontade para falar de suas frustrações e se sinta apoiado. Se ele tiver um espaço para dividir suas angústias e for escutado, tem um fator de proteção”. Segundo a psicóloga coordenadora do instituto de psicologia do Hospital Pequeno Príncipe, Angela Bley, normalmente adolescentes que possuem a autoestima muito baixa, e que não possui um vínculo forte com a família, sempre fica mais propenso a cair nesse tipo de armadilha. “O que tem diálogo em casa, não é criticado o tempo todo, tem autoestima melhor, tem risco menor. Deixe que ele fale sobre o jogo, o que sente, é um momento de diálogo entre a família. Por isso é importante o diálogo franco. Não pode fingir que esse tipo de coisa não existe porque ele sabe que existe”.

COLOQUE-OS COMO ALIADOS É muito importante que a criança ou adolescente busque alguém em quem confia para compartilhar seus sentimentos. “Que ele não ceda às ameaças de quem já está em contato com o jogo e entenda que quem está a frente deles são manipuladores”, diz Elizabeth. O adolescente precisa buscar as pessoas em que confia para compartilhar seus anseios, seja no ambiente escolar ou familiar, segundo as especialistas.

É PRECISO UMA CONTRIBUIÇÃO DA ESCOLA Não são apenas os pais que devem identificar possíveis problemas com o adolescente, mas as escolas também podem ajudar na identificação de possíveis situações de risco com os alunos. “Não é qualquer criança que vai responder ao chamado de um jogo como esse, são os que têm situações de vulnerabilidade. A escola ajuda a construir laços e tem papel fundamental de perceber como os alunos se desenvolvem”, afirma Elizabeth.

Fonte: Portal de Campo Maior

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