Por: Roberto - 22/06/2017
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As investigações da Polícia Federal que resultaram na Operação Pastor, deflagrada na manhã desta quarta-feira (21), demonstram que as empresas utilizavam agentes públicos para a realização de fraudes que resultaram em desvios de verbas. A ação resultou na prisão de um ex-prefeito de Dom Inocêncio, no Sul do Piauí, de um empresário e uma condução coercitiva com cumprimento no Distrito Federal.
Segundo o delegado Albert Moura o papel da pessoa a ser conduzida coercitivamente em Brasília era articular contatos com órgãos públicos como a Funasa. “Há uma condução coercitiva a ser cumprida em Brasília. O alvo é um agente público As empresas possuem uma pessoa para articular, fazer contatos com as sedes dos órgãos públicos, principalmente com a Funasa”, disse o delegado acrescentando que o papel dessa pessoa é exclusivamente fazer contatos entre pessoas no Piauí e na Funasa.
O delegado relatou que todas as pessoas conduzidas a Polícia Federal tem ligação direta com o município ou empresas contratadas, que desviavam recursos em benefício próprio ou dos gestores públicos. “Com apoio da CGU, TCE e MPF, a polícia identificou que as empresas foram responsáveis pela execução sistemática de obras. Elas recebiam o dinheiro para executar o serviço, mas não executavam e parte do benefício era desviado ia para os empresários e a outra parte eles depositavam nas contas dos gestores públicos”, afirmou.
Foram cumpridas de ordens judiciais em São Raimundo Nonato relacionadas a inquérito instaurado pela Polícia Federal em 2014. “Já temos subsídios e provas suficientes de desvio de dinheiro público do FNDE, Funasa e Codevasf do município de Dom Inocêncio, no cálculo inicial de mais de R$ 5 milhões”, explicou o delegado acrescentando que como o grupo atuava em 15 municípios da região, o total da fraude é bem maior.
O delegado Albert Moura afirmou que recursos deixaram de ser aplicados na construção de creches, cisternas, sistemas de abastecimento de água causando prejuízo financeiro e o social. “Eles serão atuados pelos crimes de responsabilidade, peculato, tributários, falsificação de licitações e certidões, uso de documentos falsos e organização criminosa”, apontou.
g1