Saúde
Campanha contra pólio encerra amanhã (31)
Por: Roberto Carvalho - 30/08/2010
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Pais e responsáveis por cerca de 14 mil crianças menores de cinco anos em Teresina ainda não levaram seus filhos aos postos para tomarem a vacina contra a paralisia infantil. A segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite se encerra nesta terça-feira, 31 de agosto, e todas as salas de vacina das mais de 80 unidades de saúde do município estão abertas para aplicar as duas gotinhas da pólio, esperando apenas a disposição das famílias de levar essas crianças. A Prefeitura de Teresina, por intermédio da Fundação Municipal de Saúde (FMS), ressalta que mesmo as crianças que tenham tomado a vacina na primeira etapa, ocorrida em junho, precisam fechar o ciclo de proteção participando da segunda etapa. Ainda que tenham se imunizado em campanhas realizadas em anos anteriores, a defesa contra a doença deve ser consolidada em anos subsequentes se a criança é menor de cinco anos, como explica o Ministério da Saúde. A Prefeitura de Teresina conclama os pais, avós, tios, família e a comunidade de um modo geral para que não deixem passar mais essa oportunidade de proteção das crianças contra uma doença que assusta o mundo, uma vez que a pólio vem ressurgindo e se reintroduzindo em países que imaginavam ter erradicado a paralisia infantil, como em algumas nações da África e da Ásia. O presidente da FMS, Pedro Leopoldino, alerta para o perigo da baixa cobertura vacinal em relação à pólio, pois o poliovírus selvagem circula no meio ambiente esperando uma falha na rede de proteção para atacar e fazer suas vítimas. O Ministério da Saúde estabelece uma cobertura mínima de 95%, mas Teresina, até a última sexta-feira, 27, registrava um índice de 79,36%, já que apenas 55.401 crianças das 89.816 de zero a menos de cinco anos tinham sido vacinadas. A poliomielite ainda é considerada endêmica pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na Nigéria, Índia, Afeganistão, Tadjquistão, Paquistão, Congo, Angola, entre outros. Como há um forte intercâmbio cultural e econômico entre países, incluindo o Brasil, e um constante deslocamento de pessoas para essas áreas endêmicas, o risco de reintrodução do vírus é real. De acordo com a OMS, a doença vem se reintroduzindo, desde 2003, por meio de casos importados, em 25 países de onde fora anteriormente eliminada, e o Brasil corre esse risco, tornando-se necessária uma vigilância continuada por intermédio das campanhas de vacinação.