Está confirmada a visita do ministro José Gomes Temporão à Teresina nesta quarta-feira (17) para discutir problemas referentes ao risco de epidemia da dengue no Estado. A chegada do ministro da Saúde está prevista para as 11h no aeroporto de Teresina. Após desembarcar, ele vai direto para o Palácio de Karnak, onde terá reunião com o governador Wilson Martins e depois uma discussão com representantes do Estado sobre ações de combate a dengue. Cerca de 43 prefeituras foram convocadas a participar desta reunião, marcada para 11h30min. Os municípios que estarão sendo representados pelos secretários e prefeitos são justamente aqueles que registraram aumento significativo nos casos de dengue em relação ao ano passado. José Gomes Temporão vai conceder uma entrevista a imprensa às 13 horas no Palácio de Karnak e depois segue para Fortaleza, onde dará continuidade as visitas aos Estados onde há risco de epidemia da dengue. A visita tem objetivo de reforçar as ações de vigilância e combate à doença. Por telefone, o secretário de Saúde do Piauí, Telmo Mesquita
[foto abaixo], disse que os casos de dengue notificados no Estado aumentaram em 35.2% em relação ao ano passado. No entanto, a incidência em alguns municípios caiu. No ano passado, 166 municípios apresentaram aumento dos casos de dengue, caindo este ano para 161, o que significa uma queda de 3% de ocorrências nas pequenas cidades.

Ainda, de acordo com o secretário Telmo Mesquita, as pessoas que chegam nos hospitais apresentando sintomas da dengue devem ter prioridade. “A orientação é para que as pessoas que cheguem aos hospitais apresentando sintomas da dengue sejam atendidas com urgência, tanto nos hospitais como também nos postos do PSF”, alertou o secretário. Teresina Os casos de dengue em Teresina até este período já chegam a mil notificações a mais em relação ao ano passado. Segundo a médica Amariles Borba, coordenadora de ações assistenciais da Fundação Municipal de Saúde (FMS), houve um aumento nos casos de dengue hemorrágica e dos casos complicados. “Uma vez que a pessoa pega dengue e depois pega novamente uma segunda e terceira vez, a tendência é de que os casos sejam cada vez mais graves. Esse é o histórico da doença. É inacreditável que uma pessoa seja derrotada por um mosquito, as pessoas não contribuem e não fazem a sua parte e isso contribui para o aumento dos casos”, explica a coordenadora.