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Geral

Moradores fazem homenagem a vaqueiro morto a tiros por policial militar

Por: Roberto - 12/09/2018

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Centenas de moradores de Canto do Buriti saíram às ruas da cidade nesta quarta-feira (12) para fazer uma caminhada em homenagem ao jovem Edvaldo Santos, morto baleado por um policial militar na madrugada de sábado (8). A manifestação começou por volta das 7h30min e se encerrou às 10h40 em frente ao Fórum da cidade.

População de Canto do Buriti faz manifestação contra violência após morte de vaqueiro.

Familiares e amigos de Edvaldo Santos, conhecido como Nego do Lino, usaram roupas brancas e seguraram balões brancos, e percorreram diversas ruas do Centro da cidade, passaram pelo local onde Edvaldo foi baleado e terminou no Fórum.

 

Familiares e amigos usaram roupas e balões brancos para pedir justiça pela morte de jovem em Canto do Buriti — Foto: Arquivo Pessoal

Familiares e amigos usaram roupas e balões brancos para pedir justiça pela morte de jovem em Canto do Buriti — Foto: Arquivo Pessoal

Dezenas de vaqueiros participaram da manifestação montados em cavalos. De acordo com a advogada Jossane Vieira, que representa a família do vaqueiro Edvaldo Santos, algumas escolas da cidade liberaram os alunos e comerciantes fecharam as portas para acompanhar a manifestação.

O advogado Marcos Pinheiro, primo de Edvaldo Santos, disse que o jovem trabalhava como lavrador e vaqueiro, participava de vaquejadas e era bastante conhecido na região. “Se fosse uma pessoa ruim não haveria essa comoção na cidade”, argumentou.

Centenas de pessoas participaram de homenagem a vaqueiro morto em Canto do Buriti — Foto: Arquivo pessoal

Centenas de pessoas participaram de homenagem a vaqueiro morto em Canto do Buriti — Foto: Arquivo pessoa

Relembre caso

De acordo com informações repassadas Polícia Militar, um policial militar que não foi identificado atirou e matou o jovem Edvaldo Costa dos Santos e baleou Máximo dos Santos no último sábado. A Polícia Militar informou que os dois teriam tentado assaltar o policial.

A família do vaqueiro, através da advogada Jossane Vieira, contestou a versão da PM, afirmando que o jovem trabalhava como lavrador e vaqueiro, e não tinha antecedentes criminais. “Ainda não podemos nos pronunciar sobre o que aconteceu. Mas garantimos que Edvaldo não era assaltante, não era um criminoso”, disse a advogada.

O promotor da comarca da cidade de Canto do Buriti, José William Pereira Luz, pediu que fosse instaurado um inquérito policial para apurar a morte de Edvaldo. A promotoria solicitou ainda que o PM fosse afastado de suas funções e que tivesse a arma apreendida. A Polícia Civil investiga o caso.

 

G1

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