As críticas feitas pelo deputado estadual eleito Merlong Solano (PT) ao aumento dos recursos repassados à Assembléia Legislativa do Piauí geraram desconforto entre PT e PMDB. De acordo com o petista, o Legislativo piauiense é o segundo mais caro do Brasil. Os peemedebistas, que dirigem a
Casa, encararam a atitude de Merlong como um “veto” doPT à possibilidade da quarta reeleição de Themístocles Filho (PMDB) à Presidência da Alepi. PT e PMDB possuem as maiores bancadas na Alepi e, por conta disso, têm maior poder de barganha em relação aos principais cargos da Mesa Diretora e Comissões Técnicas da Casa. As críticas de Merlong aos
gastos da Alepi foram repercutidas ontem em plenário pelo também petista Paulo Martins. Porém, há dias os petistas vêm afirmando publicamente que o parlamento estadual precisa de “renovação”. Líder do PMDB na Casa e vice-presidente regional do partido, o deputado estadual Warton Santos (PMDB) disse
acreditar que essas declarações são resultado de um “choque” causado pelo lançamento de uma nova candidatura de Themístocles Filho a presidente da Alepi. “Fiquei surpreso com as declarações do Merlong. Dizer que repudia o aporte de recursos para a Assembléia é algo de quem não tem conhecimento da Casa. Se o governador, que é o homem do cofre, deu o aumento, é porque ele acha que deve”, comentou Warton Santos, acrescentando que “para bom entendedor, as declarações do Merlong bastam”. Apesar disso, o peemedebista afirmou que os partidos dialogarão para começar a nova legislatura sem contratempos. “O combustível da política é o diálogo e vamos buscá-lo para solucionar esses confrontos”,
garantiu. As rusgas entre PT e PMDB vêm desde as eleições de outubro, quando Themistocles Filho anunciou publicamente o apoio à candidatura de Ciro Nogueira (PP) ao Senado, em detrimento da candidatura do petista Antônio José Medeiros.