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Polícia Militar de Jaicós adere ao Movimento “Polícia legal e Tolerância Zero"
Segundo a Amep, a manifestação é de caráter pacífico e busca o diálogo com o poder público estadual
Por: Roberto Carvalho - 11/08/2011
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Foi deflagrada no Piauí nesta quarta-feira (10) uma manifestação liderada pelas “Associações Reunidas dos Policiais Militares do Piauí”, que deflagram o Movimento Polícia Legal, Tolerância Zero para exigir do governo do Estado a solução dos problemas que a PM enfrenta com falta de equipamentos e de condições adequadas de trabalho.Os policiais militares lotados na 3ª Companhia de Polícia de Jaicós, também aderiram ao Movimento e paralisaram suas atividades. Diferente do que acontece diariamente na cidade, os policiais militares não foram vistos fazendo a segurança dos bancos, instituições e da população, como é usual. Os policiais escalados estão em serviço, mas dentro do quartel.De acordo com o movimento, os oficiais militares reivindicam isonomia salarial com os policiais civis, responsáveis pelas investigações, e melhores condições de trabalho. Eles querem reajuste no valor das diárias, do tiquet-alimentação, além de melhores condições de trabalho, estrutura física e isonomia salarial entre os policias militares e civis.Além das irregularidades nas condições de trabalho, os militares reclamam da carga horária e dos salários. Uma das reivindicações é a jornada de trabalho e remuneração igual a dos policiais civis, com mudança da escala de trabalho de 24 horas de trabalho por 48 de folga para 24/72. De acordo com Associação, enquanto um PM recebe R$ 1.405, um agente da Polícia Civil recebe R$ 2.527, trabalhando menos horas.Segundo a Associação dos Oficiais Militares do Estado do Piauí (Amepi) a manifestação é de caráter pacífico e tem como objetivo buscar diálogo com o poder público estadual. “Temos uma importante função na segurança pública e desejamos iguais condições com os nossos irmãos da polícia civil”, declarou o presidente da entidade, Capitão Evandro, acrescentando que o movimento “Tolerância Zero” não tem característica grevista.Outro ponto reivindicado pela Amepi é quanto a valorização profissional, denunciando que alguns militares há 32 anos estão ocupando o mesmo cargo.
Da RedaçãoCom informações da asstbm e AMEPIFOTO: Ilustrativa