Por: Da redação - 26/12/2011
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Fissuras na parede do açude provocam vazamentos e aumentam cada vez mais os riscos de desabamento
Além do reduzido volume de água (atualmente está com menos de 12 milhões de metros cúbicos), já que "sangrou" pela última vez em 2006 e nos últimos dois anos quase não acumulou água, devido à irregularidade climática, o Cajazeiras possui vários processos erosivos na parede, onde se percebe fissuras no revestimento construído com pedra/laje e rejuntado com cimento.
Tal situação leva qualquer leigo no assunto a suspeitar de que no maciço do barramento existam galerias abertas, provocando vazamentos, comprometendo cada vez mais sua estrutura e aumentando as chances de rompimento por ocasião dos próximos períodos chuvosos.
Imagem: José Bonifácio/GP1
Vazamentos aumentam e denunciam a necessidade de reforma urgente no maciço do barramento Cajazeiras
O problema maior é que os recursos anunciados recentemente pelo Governo Federal (através do DNOCS) são por demais escassos, insuficientes para os trabalhos a serem efetuados, tendo em vista que há necessidade de recuperação em praticamente todo o maciço (paredão de terra).
Imagem: José Bon ifácio/GP1
Mesmo com metade da capacidade de armazenamento de água, o velho Cajazeiras mostra sua imponência
Também deverão ser realizados serviços nas estruturas complementares, como: manutenção dos sistemas de comportas das galerias, desmatamento, destocamento e limpeza dos taludes e, ainda, recuperação do sangradouro, da tomada d’água e dos sistemas hidromecânicos.
Em função disso, parece que nenhuma construtora topa executar o serviço de recuperação do Açude Cajazeiras pelo valor oferecido, essa obra erguida na metade do século passado, com a finalidade de armazenar água para os períodos secos na região de Pio IX, no leste do Piauí.