Por: Roberto - 22/08/2023
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O apresentador Fausto Silva, conhecido como Faustão, pode enfrentar uma considerável espera para receber o transplante de coração que necessita. Atualmente hospitalizado, Faustão entrou na fila do Sistema Único de Saúde (SUS), a única entidade responsável pelos transplantes no Brasil.
Segundo informações do Hospital do Coração (HCor), a espera estimada varia de 12 a 18 meses, ou seja, de 1 ano a 1 ano e meio. No estado de São Paulo, há cerca de 40 mil pessoas aguardando na fila, que não é organizada unicamente por ordem cronológica, mas também considera fatores de gravidade e outros aspectos, como compatibilidade sanguínea entre paciente e doador.
Casos mais urgentes podem ser priorizados, seguindo critérios rigorosos. De acordo com a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), apenas 23% dos pacientes listados para transplantes realmente recebem os órgãos necessários.
Um dos principais obstáculos reside no fato de que a família do doador precisa consentir com o procedimento. Quando um paciente é declarado com morte encefálica, comumente chamada de morte cerebral, a equipe médica comunica à família, que então deve tomar a difícil decisão.
Dado que a maioria das pessoas não deixa registrada sua disposição para doar, a responsabilidade recai sobre os parentes.
Segundo as estatísticas, 47% das situações que poderiam levar a um transplante são inviabilizadas pela negação das famílias. Faustão poderia considerar a possibilidade de buscar o transplante em outro país, mas isso demandaria recursos próprios.
Nos Estados Unidos, por exemplo, o procedimento pode custar mais de US$ 1,6 milhão, equivalente a mais de R$ 8,1 milhões, excluindo o valor coberto pelos seguros de saúde, de acordo com um relatório de 2020 da empresa Milliman.
Vale ressaltar que, mesmo no exterior, Faustão ainda precisaria entrar em uma lista de espera por um novo coração. Contudo, segundo dados da SRTR, a espera média por um transplante de coração nos Estados Unidos é de aproximadamente 5 meses, pelo menos 7 meses a menos do que no Brasil.
Nos EUA, os cidadãos têm a opção de se cadastrar em um sistema de doação de órgãos, evitando que a família tome essa decisão durante um período tão delicado.