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Calamidade: Seca atinge 80% da região do semiárido do Estado

Por: - 30/04/2012

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A Associação Piauiense dos Municípios (APPM) quer que o Governo do Estado volte a utilizar as frentes de serviço para minimizar os efeitos da seca no semiárido piauiense. Segundo o presidente da APPM, Francisco Macedo, prefeito de Bocaina, as frentes de serviços garantem emprego e renda para os trabalhadores da região que não têm mais água e nem alimentos, porque perderam até 90% da safra agrícola. Ele disse que esta é uma das secas mais terríveis da historia.

"É mais severa do que tem se noticiado. Essa seca atinge mais de 150 municípios e só temos paliativos", reclama o presidente da associação. "Nas outras secas, podia não ter água, mas tinha pasto (para os animais). Agora não tem água, e nem tem pasto", acrescentou.

Ele advertiu que os municípios precisam de ações efetivas para a convivência com a seca, porque todo ano tem ações paliativas e o problema persiste.

"O pedido emergen-cial é de carros-pipa para garantir a distribuição e fornecimento de água e a distribuição de cestas de alimentos, porque a população não tem o que comer. Queríamos também garantir trabalho para este povo através de frentes de serviço para abrir pequenas barragens, açudes e fazer equipagem de poços para eles conseguirem alguma renda", comentou Francisco Macedo.

As frentes de emergência foram desenvolvidas na seca da década de 80. Açudes e pequenas barragens eram construídos por trabalhadores rurais, que recebiam alimentos como feijão e leite.

Os prefeitos ainda reclamam do número de municípios que tiveram o reconhecimento do decreto de emergência. O atendimento feito pelo Governo, através da Defesa Civil é insuficiente para atender à demanda. Nos cálculos da Defesa Civil, são cerca de um milhão de pessoas que estão sofrendo os efeitos da seca.

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