Por: Roberto - 22/01/2025
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O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) realizou nesta terça-feira (21/01) novas buscas e apreensões no âmbito da Operação Cortejo, em Chapecó (SC). A ação teve como objetivo localizar armas de fogo que podem ter sido utilizadas em crimes de extorsão ocorridos em agosto de 2024. Com informações do Metrópoles.
A nova ordem judicial foi expedida após a análise de materiais apreendidos em operações anteriores, nos quais foram encontradas fotografias de armas de fogo na posse de pessoas ligadas aos investigados. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), as investigações apontam para a atuação de empresários que utilizam práticas violentas para estabelecer monopólio no setor funerário e controlar os preços no mercado local.
Em dezembro de 2024, o MPSC denunciou 10 pessoas, representantes de seis das sete funerárias de Chapecó, por envolvimento em crimes de extorsão. De acordo com o promotor de Justiça Alessandro Rodrigo Argenta, responsável pela denúncia, as investigações começaram após um empresário do ramo funerário relatar ao MP que estava sendo alvo de ameaças. O objetivo seria dissuadi-lo de abrir um novo estabelecimento na cidade.
A Operação Cortejo teve início em novembro de 2024, quando o Gaeco cumpriu 14 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva. As apurações envolvem a possível prática de crimes contra a ordem econômica, incluindo formação de cartel, extorsão e uso de armas de fogo, com a finalidade de eliminar a concorrência e controlar o mercado funerário.