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Policia

Menino de 2 anos morre após agressões; pais e avô são alvos de investigação no Rio

Por: Roberto - 12/04/2025

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Rafael Alves Gonçalves, de 40 anos, e Elaine de Sousa Alves, de 41, foram presos na manhã deste sábado, suspeitos de matarem o próprio filho, de 2. Heitor de Souza Alves Gonçalves chegou à Maternidade Fernando Magalhães, em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, na última quarta-feira, já em óbito. O casal responde por homicídio qualificado majorado e descumprimento de medida protetiva. Eles foram capturados em casas separadas, em Benfica e em Tomás Coelho, respectivamente, e não resistiram à prisão.

Segundo o depoimento da cuidadora, os meninos chegaram à sua casa andando, mas o pai informou que Heitor estava vomitando e com um "galo" na testa, pois havia batido com a cabeça no chão após ser empurrado pelo irmão. A mulher afirmou que Heitor chegou à residência "mole" e passou o dia ofegante e vomitando. Ela chegou a avisar aos pais, que nada fizeram. À tarde, o menino desmaiou, sendo socorrido pela vizinha, que correu até uma viatura da polícia. Os agentes os conduziram ao hospital.

O exame necroscópico realizado em Heitor mostrou que ele foi brutalmente agredido pelos pais momentos antes de ser entregue à cuidadora. De acordo com o laudo do Instituto Médico-Legal (IML), a morte do menino foi em decorrência de traumatismo craniano com hemorragia, traumatismo abdominal com laceração pancreática e hemorragia retroperitoneal por ação contundente.

Além dos pais, o avô materno de Heitor, Jorge Carrilho e Juventude, também foi indiciado por homicídio por omissão imprópria e descumprimento de medida protetiva. Jorge era quem possuía a guarda do menor e de seu irmão gêmeo desde novembro do ano passado, por um prazo de 180 dias, após a Justiça determinar que Rafael e Elaine estavam proibidos de manter contato por qualquer meio e de se aproximarem dos filhos por uma distância de até 300 metros.

Jorge, no entanto, confessou em depoimento que entregava as crianças à mãe diariamente por precisar trabalhar e achar que somente o pai tinha restrição de aproximação dos menores.

Internação anterior

Segundo as investigações, Heitor já tinha sido internado antes, com lesões na cabeça. Em janeiro de 2024, o menino ficou por 33 dias na pediatria do Hospital Pasteur, no Méier, sendo 28 na Unidade de Internação (UI) Pediátrica. Entre as causas estavam múltiplas fraturas cranianas. À época, segundo as apurações, Rafael e Elaine afirmaram que ouviram um choro no quarto do menor e o encontraram caído no berço. No entanto, o resultado da tomografia sugeria que o jovem havia sido vítima de agressão.

 

extra.globo

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