Por: - 20/06/2012
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O deputado Tadeu Maia (PSB), secretário estadual de Mineração, afirmou que os lotes para leilão visando a exploração de gás natural na Bacia do rio Parnaíba estão sendo definidos, e que a bancada do Piauí tudo fará para que a presidente Dilma autorize esse leilão o mais rápido possível, pois já existem empresas interessadas.
Ele informou também que a Secretaria está trabalhando para trazer para o Piauí o Centro de Tecnologia Mineral, pois, com isso, o Estado logo será destaque nacional na produção de energia eólica e solar.
Os senadores e deputados federais piauienses se reuniram na última terça-feira (19) com a diretora da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard. A diretora disse que estudos constataram alto indício de gás no Piauí; já há quatro empresas interessadas no possível leilão de lotes no Estado; e que o Piauí é prioridade na política de descentralização dos investimentos exploratórios.
Entusiasmado com as descobertas e as possibilidades de desenvolvimento da pequena e média indústria do setor petrolífero no Piauí, o senador João Vicente Claudino (PTB), coordenador da bancada, informou que será feita uma ação articulada com as bancadas do Ceará, Maranhão, Pará e Rio Grande do Norte, para marcar uma audiência com o Ministro das Minas e Energia, Edison Lobão. A ideia é somar forças para sensibilizar a presidenta Dilma Rousseff em favor da autorização da 11ª rodada de licitações de novos blocos de exploração de petróleo e gás natural, que já foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
Segundo a diretora geral da ANP, há dois fatores a favor do Piauí: primeiro, é a evolução da tecnologia; segundo, é a inserção do gás na matriz energética brasileira. Outro contexto favorável é a nova possibilidade de exploração por pequenas e médias empresas de petróleo.
Na sua exposição, Chambriard demonstrou a preocupação da ANP com as desigualdades regionais de exploração energética. Por isso, um dos pilares da agência é a licitação de áreas de novas fronteiras do conhecimento e tecnologias para que haja novas bacias produtoras.
“Quase todos os estados estão de fora. A gente não consegue descentralizar esse investimento, que insiste em ficar no Rio de Janeiro. Isso é uma panela de pressão que tem que ser destampada de um jeito ou de outro”, enfatizou.
“Em torno do pré-sal temos toda uma discussão que vai ocorrer em volta do Rio de Janeiro, São Paulo e sul do Espírito Santo, em águas profundas, para grandes empresas do petróleo, para grandes bancos financiadores, para grandes prestadores de serviços e a maioria deles internacional.
Por conta disso, a gente não consegue descentralizar esse investimento exploratório. Esse pré-sal atrai as atenções a tal ponto que a gente deixa de discutir a descentralização, que tem sido uma tônica nossa na ANP. É por isso que eu gosto do Piauí, do Maranhão, etc”, declarou Magda Chambriard.
Chambriard informou ainda que a ANP planeja implantar esse plano nas bacias sedimentares do Brasil todo. “Então, a gente decidiu começar na área que está mais carente. Escolhemos pelo IDH. Foi aí que escolhemos o Piauí e o Maranhão. Fizemos um grande levantamento aéreo que envolveu 700 mil Km². E depois um levantamento sísmico que já foi para o Piauí.
Interessante é que mandamos coletar amostras do solo e constatamos indícios de hidrocarboneto. Tudo com alto indício de gás”, declarou a diretora da ANP.

Um segundo levantamento já está sendo realizado e atingirá parte do Piauí e do Maranhão. “Já está licitado e em fase de licenciamento ambiental. O Nordeste inteiro está no Plano Plurianual, com foco na Bacia do Parnaíba, que é a maior e onde estamos mais avançados”, concluiu Magda Chambriard.
Participaram desta 4ª reunião ordinária da bancada, os deputados Osmar Júnior (PC do B); Jesus Rodrigues (PT); Paes Landim (PTB); Marllos Sampaio (PMDB); Marcelo Castro (PMDB); Hugo Napoleão (PSD); Nazareno Fonteles (PT) e o senador Ciro Nogueira (PP); o novo secretário estadual de Mineração, Petróleo e Energias Renováveis, Tadeu Maia; o assessor Especial do Escritório de Apoio do Governo do Piauí em Brasília, B.Sá; e o diretor executivo da ANP, Allan Kardec Duailibe.
Repórter: Raimundo Cazé, com informações da Assessoria do deputado Tadeu Maia. Editor: Pires de Sabóia