Por: Roberto - 24/03/2026
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O Republicanos no Piauí caminha para um esvaziamento estratégico que atinge diretamente seu principal nome no estado, o deputado federal Jadyel Alencar. O partido, que chegou a ventilar a formação de chapas competitivas para deputado estadual e federal, agora recua e dá sinais claros de que pode não lançar nenhuma delas, comprometendo sua viabilidade eleitoral já no curto prazo.
Deputado federal Jadyel Alencar - Foto: Lupa1
Nesse cenário, o movimento recente de Jadyel, ao admitir a possibilidade de disputar o Senado, foi interpretado nos bastidores menos como uma ambição majoritária consolidada e mais como uma tentativa de manter viva, ao menos, a construção de uma chapa federal. A leitura é de que, sem nomes e sem estrutura, o Republicanos perdeu capacidade de atrair candidatos e formar uma nominata minimamente competitiva.
Com o esvaziamento, o próprio Jadyel passa a enfrentar uma decisão que vai além da eleição de 2026. Trata-se de uma escolha que envolve a sobrevivência política dentro de um ambiente cada vez mais concentrado em chapas fortes e partidos estruturados. Permanecer em um partido sem chapa pode significar disputar isolado, com poucas chances de reeleição. Sair, por outro lado, é admitir que o projeto local do Republicanos não se sustentou.
É nesse contexto que ganha força a possibilidade de filiação ao MDB. A sigla, que mantém estrutura consolidada no estado e tende a montar uma chapa federal competitiva, surge como alternativa viável para garantir densidade eleitoral e preservar o mandato. A eventual migração de Jadyel não seria apenas um movimento individual, mas um sinal claro de que o Republicanos, ao menos no Piauí, deixou de ser um espaço competitivo para disputa proporcional.
A fragilidade do partido também começa a produzir efeitos colaterais. Um deles envolve o ex-deputado federal e atual secretário da SADA, Fábio Abreu, que vinha sendo apontado como reforço para a legenda. Com a mudança de cenário, a tendência é que ele reveja o destino partidário e anuncie nova filiação, abandonando a rota que antes levava ao Republicanos.
O que se desenha é um quadro em que a ausência de chapa deixa de ser apenas uma dificuldade operacional e passa a ser um fator de inviabilização política. Sem candidatos, sem densidade e sem perspectiva de composição, o partido perde função no jogo eleitoral. E, nesse ambiente, lideranças como Jadyel Alencar são empurradas a fazer movimentos pragmáticos para não ficarem fora do tabuleiro.
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