Por: Roberto - 07/08/2026
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O Hospital São Marcos recebeu, nesta quinta-feira (6), a segunda remessa de medicamentos e insumos enviada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi). A entrega faz parte do acordo firmado com o Ministério da Saúde para garantir a continuidade da assistência aos pacientes oncológicos atendidos na unidade. Ao todo, serão destinados R$ 1,5 milhão em medicamentos e insumos.
Segundo a Sesapi, a remessa atende a uma solicitação do Ministério da Saúde e incluiu todos os itens disponíveis no estoque da secretaria no momento da entrega. A primeira remessa foi entregue em 28 de julho.
A Sesapi informou que novas entregas já estão programadas para manter o abastecimento do hospital, conforme o cronograma estabelecido. A secretaria destacou ainda que a aquisição dos medicamentos e insumos segue os procedimentos administrativos previstos em lei, incluindo pesquisa de preços, formalização contratual, empenho e autorização de compra.
Recentemente, técnicos do Ministério da Saúde estiveram no Piauí para discutir o fortalecimento da Rede de Atenção Oncológica no estado. As tratativas tiveram como foco a assistência prestada pelo Hospital São Marcos, referência no tratamento do câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sob gestão da Fundação Municipal de Saúde (FMS).
Em 23 de julho, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) iniciou o remanejamento dos 190 pacientes oncológicos que aguardavam a primeira consulta especializada após a suspensão temporária dos atendimentos no Hospital São Marcos. Os pacientes passaram a ser distribuídos entre unidades habilitadas para atendimento oncológico, conforme a região de origem.
Em Teresina, os atendimentos foram direcionados ao Hospital São Marcos, Hospital Universitário (HU) e Hospital Getúlio Vargas (HGV). Já os pacientes da região Norte do estado passaram a ser atendidos no Hospital Marques Basto, em Parnaíba. Segundo a Sesapi, uma força-tarefa realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Parnaíba também permitiu o reagendamento de parte desses pacientes no próprio município, reduzindo a necessidade de deslocamento para a capital.
Em 3 de julho, o Hospital São Marcos suspendeu o atendimento de novos pacientes, alegando um déficit mensal superior a R$ 4 milhões nos repasses do Sistema Único de Saúde (SUS).
A parte do tratamento oncológico é financiado por meio de um contrato tripartite entre União, Estado e Município. Após sucessivas suspensões de atendimento provocadas por dificuldades financeiras, um acordo firmado no fim de 2025 definiu que o custeio seria dividido em 60% pelo município, 15% pelo Governo do Estado e 25% pelo Governo Federal.
A Fundação Municipal de Saúde defende uma redistribuição dessa participação, sob o argumento de que a maioria dos pacientes atendidos na unidade é do interior do estado. Já o Governo do Estado afirma que vem cumprindo o percentual de 15% previsto no acordo.
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