Por: Roberto - 15/08/2026
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O Brasil enfrenta grave risco de desertificação, ameaçando a segurança hídrica e alimentar de cerca de 39 milhões de pessoas. Entre os afetados estão sertanejos, agricultores, povos indígenas, quilombolas e outros.
A desertificação no país resulta da degradação ambiental por ações humanas, como desmatamento e agricultura inadequada, e alterações climáticas. Isso prejudica a capacidade do solo de reter água e sustentar vida, aumentando o risco de se tornar deserto.
Conforme o boletim da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), cerca de 18% do território brasileiro são Áreas Suscetíveis à Desertificação (ASD). O tema é destaque na COP17 na Mongólia, onde representantes buscarão soluções.
A coordenadora da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), Ivi Aliana, enfatiza que as comunidades vulneráveis são as primeiras afetadas, enfrentando impactos diretos na água e na biodiversidade.
Durante duas décadas, de 2000 a 2020, a área desertificada aumentou significativamente, alcançando regiões dos estados do Nordeste, além de partes do Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul.
A Caatinga, bioma mais impactado, tem 11% do solo em situação crítica. Proteger essa região é essencial, conforme o pesquisador Aldrin Martin Pérez-Marín, devido à sua eficácia em sequestrar carbono.
O Plano de Ação Brasileiro de 2026 visa combater a desertificação através de políticas públicas integradas, enquanto o programa Recaatingar pretende recuperar 10 milhões de hectares da Caatinga nos próximos 20 anos. Esses esforços buscam melhorar a segurança hídrica e a adaptação climática.
Fonte: Agência Brasil