Por: Roberto - 05/11/2026
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Um esquema suspeito de enviar mulheres brasileiras para prostituição e exploração sexual em Israel foi alvo da operação Dirty Dancing, da Polícia Federal (PF). O grupo criminoso também é investigado por promover a entrada irregular dessas pessoas em outros países e reter parte dos valores obtidos com a atividade.
Agentes federais cumpriram um mandado de prisão preventiva e dois de busca e apreensão em Ananindeua, no Pará, e uma ordem de busca em Goiânia (GO).
Além dos mandados judiciais, a Justiça Federal determinou sequestro e bloqueio de bens e valores até o limite de R$ 10 milhões, suspensão das atividades de duas empresas ligadas à investigada presa na força-tarefa, apreensão de passaportes, monitoramento eletrônico e proibição de saída do país para dois suspeitos.
A apuração começou em fevereiro de 2025, a partir de informações compartilhadas pela Polícia de Israel, que investigava o mesmo grupo criminoso.
Segundo a PF, a líder da organização criminosa usava redes sociais e aplicativos de mensagens para recrutar mulheres interessadas em viajar ao exterior. Suspeitos bancavam deslocamento e hospedagem das vítimas, além de manter operadores no Brasil encarregados de divulgar anúncios em sites especializados e agendar encontros com clientes.
Valores obtidos com a atividade eram arrecadados em espécie e remetidos ao território nacional por meio de brasileiros que moram fora do país, mecanismo descrito pela Polícia Federal como "um esquema clandestino de câmbio".
"De acordo com os elementos reunidos até o momento, o grupo teria atuado de forma contínua e movimentado uma estrutura voltada à exploração de mulheres brasileiras em diversos países", acrescentou a corporação.
Suspeitos poderão responder por crimes de organização criminosa, tráfico de pessoas, favorecimento da prostituição, rufianismo, promoção de migração irregular e operação ilegal de câmbio.
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