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Exclusivo: Wellington Dias já admite racha na base aliada
OTIMISTA: Dias afirma que vai para o Senado, e que será bom para o Piauí
Por: Roberto Carvalho - 03/01/2010
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Ao receber a equipe do O DIA em sua residência oficial, o governador do Estado, Wellington Dias (PT) fez um balanço do ano de 2009 frente aos efeitos da crise financeira que tirou dos cofres estaduais R$ 270 milhões, à queda de braço da divisão dos recursos do pré-sal e às denúncias de irregularidades em licitação envolvendo a Emgerpi.Ele apontou que as denúncias envolvendo o órgão atrapalharam a celeridade de cerca de 400 obras em andamento no Piauí. Para 2010, o governador informou que serão entregues 100 mil casas no Estado até o final do seu mandato.Ao falar sobre política, Wellington Dias manteve a serenidade e cordialidade que lhe são características e evitou declarar preferência por uma pré-candidatura da base governista, mas apontou que o desempenho nas pesquisas feitas este ano serão decisivas para a escolha do nome. E mandou um recado aos aspirantes ao Palácio de Karnak: “Não basta querer ser governador. É preciso saber o que o povo pensa”. Na entrevista exclusiva, o petista admitiu, pela primeira vez, um racha na base aliada e considerou como principal desafio do processo sucessório, o entendimento entre os 12 partidos governistas.Em que setores o Piauí avançou no ano de 2009?Trabalhamos um projeto de desenvolvimento com ações de curto, médio e longo prazo. É preciso analisar a situação que tínhamos em 2002 e como está em 2009. Aceleramos importantes obras que são estratégicas e que possuem efeitos em um projeto de 20 anos. Em 2009 tivemos 160 cidades do Piauí preparadas para ter o ciclo completo da educação (alfabetização, pré-escolar, ensino fundamental, o médio profissionalizante e superior). Toda cidade tem hospital, matadouro público, escritório do Emater e da Adapi, todo município está com condições de água potável. Em sete anos de mandato conseguimos colocar água potável para mais de 1 milhão de pessoas. Ainda restam 160 mil para termos no campo e na cidade segurança hídrica e qualidade em água servida. A universalização da energia elétrica, que com o programa Luz para Todos temos a partir de agora um cronograma feito, com os contratos para que se chegue ao final de 2010 com 100% das comunidades atendidas com energia. Dessa forma, a longo prazo todos os municípios terão salas da cidadania, pontos de cultura, base digital, biblioteca, todas as cidades integradas por asfalto. Outro ponto que vale destacar é que estamos completando mais de 100 mil casas prontas este ano. Isso resolve? Não. Mas vai ficar faltando cerca de 130 mil famílias para serem atendidas. O que alcançamos nos permite dizer que prosseguindo com essa mesma capacidade de investimentos é possível dizer que em 2022 vamos ter anormalidade na demanda de habitação.Em 2009, o Piauí recebeu importantes investimentos de empresas de grande porte, a exemplo da Suzano Celulose. Isso se deve ao investimento governamental em infraestrutura?Exato. Foi preciso investir em sistemas elétricos, formas modernas de comunicação, obras que contribuíssem para a instalação de empresas, de investimentos de grande porte. Em 2008 sacramentamos uma parceria com a Suzanopara um investimento de cerca de R$ 4,5 bilhões para a produção de madeira no entorno de Teresina, com a garantia de industrialização desse produto. Esse investimento só foi possível pelas obras do poder público que o setor privado necessita para fazer os investimentos. Porque tem ações, como restauração de uma rede ferroviária,por exemplo, que são específicas do poder público. No Piauí, à medida que o poder público faz sua parte, o setor privado responde positivamente em investimentos.Dessa forma, quais as metas para 2010?A longo prazo temos obras que terão efeitos em pelo menos três grandes áreas: aumento da média de escolaridade, atingindo a 12 anos ou mais; ampliação da profissionalização, nossa meta é que em 2022 tenhamos no mínimo 35% da população com mais de 20 anos com alguma profissão. No Piauí, tínhamos um nível de profissionalização muito baixo, cerca de 9%. Além disso, temos que alcançar uma média de expectativa de vida acima de 75 anos; uma média de renda acima de R$ 10 mil per capita ano, ou seja, isso nos coloca no padrão de desenvolvimento do mundo. O que alcançamos em 2009 sinaliza que é possível planejadamente cumprirmos um conjunto de obras e programas que possam gerar esse efeito. Exemplo: a presença do ciclo completo da educaçãonos municípios.Em 2009 o Governo do Estado passou por um momento bastante crítico: o rompimento da Barragem Algodões I em Cocal, que vitimou fatalmente oito pessoas. O senhor se arrepende de ter autorizado o retorno das famílias ao local da barragem?A gente não tinha uma noção exata do que tinha acontecido lá em Cocal. Saímos ainda de madrugada em direção ao município, onde fizemos um vôo nas áreas para uma vistoria e foi nesse momento que tivemos uma idéia do que tinha acontecido: parecia um campo de pós-guerra. Eu tinha um receio de que centenas de pessoas poderiam ter morrido naquela tragédia. Naquele momento a gente pensa no que poderia ter acontecido pela quantidade de casas destruídas. E com as informações que eu tinha, teria tomado, repito, a mesma decisão de garantir o retorno das famílias para a área. Estávamos com informações técnicas que nos davam essa segurança.O senhor considera o Governo culpado?É muito fácil apenas apontar culpados. Agora se é preciso culpar alguém. Não quero culpar ninguém da minha equipe, nem prefeito. Se tiver que assumir essa responsabilidade eu assumo. Agora o fato é que ninguém poderia prever que em uma região que chove 600 milímetros por ano pudesse em um espaço de tempo de seis horas chover 140 milímetros. Qualquer pessoa de bom senso não podia esperar a tromba de água que tivemos ali.Outro momento de crise do Governo foi a onda de denúncias envolvendo a Empresa de Gestão do Piauí (Emgerpi)....O que tivemos foi mais uma situação de problemas de gestão, administrativa. Eu tenho a firmeza de dizer que cada centavo que foi liberado foi devidamente aplicado em obra. E as obras que foram feitas sem licitação foram feitas em período das enchentes, em caráter de emergência. Então era possível fazer com a dispensa da licitação. Por isso, do ponto de vista da população, cada obra foi feita. E meu desafio é concluir essas obras. A Emgerpi vinha atuando em uma velocidade muito grande, porque estamos falando de cerca de 400 obras que estamos buscando concluir. A previsão é que possamos concluir até o primeiro trimestre de 2010 essas obras.A burocracia atrapalha a execução dessas obras?Esse é um problema mundial. Do momento em que o gestor público toma a decisão de fazer uma obra até executá-la, ele pode levar dois anos. É um situação que sufoca: você tem um mandato de quatro anos, tem um plano de metas e a partir da metade do mandato que se tem as condições técnicas para que efetivamente se possa começar a obra. Às vezes falta bom senso. Eu acredito que há exageros. O Brasil precisa repensar a política burocrática. Mas o senhor não considera que mesmo havendo tantas exigências legais e burocráticas ainda ocorrem muitas práticas de corrupção e afrouxar não seria pior?Não. É preciso pensar: a medida ou a lei para garantir a aplicação correta do recurso público penaliza a população ou o gestor. Se conseguirmos separar essas duas coisas vamos ter grandes avanços.O ano de 2009 também foi marcado pela crise financeira. O Piauí somente de Fundo de Participação dos Estados (FPE) estima uma perda de R$ 270 milhões. Podemos dizer que a crise passou?No ano de 2003 tivemos uma queda de receita em torno de 3% em relação ao ano anterior e tivemos dificuldades quando o Brasil passou por uma recessão. E o ano de 2009 foi pior do que 2003. O lado bom é que tudo o que fizemos de ajuste entre 2003 e 2008 nos permitiu enfrentar melhor a pior crise do planeta, com forte impacto no Piauí, porque a receita partilhada com a União teve uma grande queda, com uma média de 6%. O Estado deixou de arrecadar R$ 270 milhões no ano passado. Quando eu fico me lembrando o que poderíamos ter feito de obra e de estradas.... a gente sobreviveu pela nossa capacidade de investimentos de R$ 400 milhões e reduzimos para R$ 130 milhões. Esse dinheiro não teria dado. E para não paralisar as obras e cumprir as metas tivemos que adquirir dois empréstimos autorizados pelo Governo Federal. Os empréstimos nos permitiu ter a contrapartida para dar continuidade às obras em andamento. Um dos sufoco que vivemos no final do ano foi no momento de pagar o 13º salário dos servidores estaduais. Tínhamos confiado no empréstimo que atrasou em 30 dias. Por isso tivemos que centralizar todas as receitas para honrar com as folhas de pagamento. Tivemos esse momento dramático em dezembro. Fechamos o ano com todas as contas em dias, com saldo positivo. Mas 2010 será um ano desafiador...Durante o ano, os dados divulgados pelo Governo apontavam um crescimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na contramão da crise. Como fechou a arrecadação própria do Estado?Fechamos o ano com uma arrecadação bruta de R$ 1,6 bilhões. Desse valor transferimos R$ 450 milhões para os municípios e transferimos ainda a título de recursos do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) para as prefeituras e saúde algo em torno de R$ 350 milhões. Tivemos crescimento em setores importante da economia, como varejista, industrial, agrícola... Entretanto, acredito que mesmo no ano da crise vamos crescer algo em torno de 4% a 5%. Em meio a crise, os prefeitos criticaram as medidas adotadas pelo Governo Federal para o enfrentamento da crise, afirmando que “a União fez gentileza com o chapéu alheio”. Como o senhor avalia as medidas do Governo, como a redução de impostos que servem de cálculo para as transferências federais?Primeiro é preciso lembrar que o Governo adotou medidas abrindo mão de receitas da União, Estados e Municípios. A queixa que Estados e municípios fazemos juntos é que em se tratando de crise, em que já havia um natural desequilíbrio nas contas públicas, essa concessão criou uma dificuldade maior. E os municípios tiveram duas compensações para equiparar os valores do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) com o ano de 2008. Ao contrário dos Estados, que o Governo ofereceu linhas de créditos, ou seja, empréstimos. É preciso entender que foi graças às medidas que o Governo Federal adotou que saímos ilesos da crise mundial. Alguns países ainda não saíram da crise. Por isso, acho que o presidente Lula tomou a decisão correta, porque são medidas duras que o gestor às vezes tem que tomar.O senhor esteve a frente do “levante” dos estados não produtores de petróleo. A queda de braço com os estados produtores foi uma questão debatida em 2009. O que avançamos em relação à partilha dos recursos do pré-sal?A batalha ainda não encerrou. O que nos fez concordar junto ao Congresso Nacional para a votação na Câmara primeiro foi para ganhar tempo para termos condições de votar antes de junho, quando inicia o período eleitoral, onde normalmente paralisa o Congresso, tem dificuldade de votação de qualquer matéria, principalmente essa que é polêmica. Foi votada na Câmara com uma alteração, era preciso melhorar essa proposta. O petróleo estando em alto mar é de toda a nação, de todos os brasileiros. A nossa tese é que os recursos devem ser divididos conforme a base de cálculo do FPE e FPM. O Piauí que recebia pela proposta anterior cerca de R$ 40 milhões do pré-sal, pela nova proposta passaria a receber R$ 300 milhões por ano a partir de 2014.A existência de quatro pré-candidatos na base aliada não é ruim para o grupo ou até mesmo para a discussão do processo sucessório?Feliz é uma base que tem no momento de uma eleição quatro opções. Isso, no entanto, só exige maturidade. A partir de janeiro, além de fazer todo um esforço para prosseguir as obras, as ações, as metas, a boa gestão do Estado por ser um ano desafiado, quero estar com essa responsabilidade de nos próximos meses anunciar os nomes que estarão compondo a nossa chapa. Com isso, chegar em junho, data das convenções, com tudo arredondado, com boas opções para a população.Mas, na avaliação do senhor, qual dos nomes colocados está melhor preparado para governar o Piauí?Os quatro estão preparados. O senador João Vicente Claudino (PTB) foi eleito comigo na eleição de 2006 para o senador e está no dia a dia do mandato. O meu vice-governador, Wilson Martins (PSB), sempre fez parte da equipe desde o primeiro mandato, conhece bem todas as nuances. O secretário de educação, Antônio José Medeiros (PT), que conhece profundamente o projeto. O Marcelo Castro é um deputado federal do PMDB que está no dia a dia do mandato, tem compromisso com o projeto. Nisso eles estão em pé de igualdade. Contudo, o que vai ser decisivo é que não basta querer ser governador, precisa saber o que pensa o povo. Por isso estamos ouvindo através das pesquisas qualitativas, de intenção de votos, e com base nelas temos uma noção do que está na cabeça do povo. Não dá para pegar alguém que tenha grande rejeição, dificuldade com as lideranças e impor candidatura de qualquer jeito. E não vamos escolher apenas quem será candidato a governador, mas também a vice, senador...Se fala em dar continuidade a esse projeto em andamento no Piauí. Somente do grupo governista estão colocados quatro nomes. Não preocupa o senhor quem dará continuidade a esse projeto? De quem será o próximo governador do Estado?É uma complexidade. Eu como cidadão piauiense quero ter a responsabilidade de trabalhar para encabeçar a articulação para encontrarmos alguém que primeiro tenha o compromisso de continuar programas, ações que dêem sustentação ao Governo Federal, para viabilizar programas como o Bolsa Família, Seguro Safra ou o programa do Leite, por exemplo. Enquanto, a gente constrói as condições do desenvolvimento. Depois vem a parte propriamente política, que será através do diálogo. Tudo dependerá do entendimento. E nós chegarmos ao entendimento será esse nome, que pode ser um dos quatro ou nenhum deles... pode ser uma quinta opção. A gente não sabe ainda...Como o senhor vê as colocações que são feitas de que o Partido dos Trabalhadores (PT) se tornou um partido de um nome só no Piauí: Wellington Dias. E que a prova disso estaria na troca dos nomes para a pré-candidatura petista: Antônio Neto por Antônio José Medeiros.Não vejo dessa forma. Tudo o que consegui até hoje foi resultado de um trabalho de equipe em todos os setores do Governo do Estado. Eu não conseguiria realizar ações se não tivesse um conjunto de pessoas integradas e comprometidas com o projeto de desenvolvimento. O meu partido me oferece o suporte necessário para isso. A única coisa que é mérito meu foi ter a coragem de cobrar de cada partido que ele indicasse o que tivesse de melhor para compor a nossa equipe. E o comandante não governa sozinho, ele age de acordo com um conjunto de metas decidido coletivamente. Por isso, digo que tenho várias opções tanto do meu partido como de outras siglas para me suceder.Os governistas colocam que é preciso um nome para continuar o projeto. Do outro lado a oposição critica esse caráter plebiscitário de aprovar ou não o projeto. O senhor não considera ruim para o debate político a polarização das eleições de 2010?Não. Não se trata de decidir entre o bem ou o mal. Se trata de decidir o que foi feito e o que está sendo feito. O que não pode é a oposição querer que o povo não se lembre que eles já governaram o Estado. Este Estado já foi governado pelos os que hoje são membros da oposição. Para onde levaram o Estado do Piauí? É preciso examinar o que era o Piauí até 2002. Eu não quero dizer que estamos no céu. Não! Ainda temos muita coisa para fazer. Mas ninguém pode negar o significado do Piauí ter uma tabela salarial e ser paga religiosamente nas datas marcadas. Isso não é bom apenas para o servidor. É bom para o comércio, para estabilizar o Estado. Ter um volume de obras que temos hoje. Termos uma economia que cresce de forma descentralizada. Eu não quero dizer que não é qualquer um que pode governar o Estado. Agora alguém para me suceder terá que mostrar o que tem de melhor para fazer, do que nós tivemos a capacidade de fazer. Não é só se vai ser o A ou o B, o que fala bonito ou feio. É alguém que tenha capacidade de sustentar um projeto a longo prazo. 2010 o povo vai julgar mesmo, vai avaliar o que era e onde quer chegar.E o nome para isso só tem no Governo?É possível que tenha alguém na oposição, que tenha pelo convencimento um projeto melhor. Mas não dá mais para fazer campanha como se fazia no passado. Hoje tem que colocar o pé no chão e ir em cada cidade, olhar olho no olho...acabou esse negócio de subir no palanque e descer. Agora é convencimento. E isso é duro, dar trabalho.E o senhor fica ou sai do Governo em abril?Quem sabe? É uma possibilidade que eu não fique. O normal é cumprir o mandato até dezembro de 2010. O fato é que há hoje uma cobrança que não é uma recompensa por um bom Governo, por ter uma boa popularidade...tenho escutado que será bom para o Piauí que eu seja senador. E isso me deixa otimista. Agora fiquei com a responsabilidade de coordenar esse processo e minha situação será a última a ser definida. Eu quero contribuir para compor o Congresso Nacional. E eu quero tomar essa decisão com muito cuidado. Se necessário for eu permanecer no mandato, permanecerei.Com total desapego à uma candidatura ao Senado?Sim. Ficar fora de um mandato não é ruim. Ruim é priorizar meu projeto pessoal em detrimento de uma responsabilidade que tenho com a população e com os meus aliados. Eu me coloco à disposição tanto para concorrer ao Senado como para ficar na cadeira de governador. Agora estamos trabalhando para formar um time que seja homologado em junho nas convenções, em condições de eu também ser candidato ao Senado.O senhor tem um governo bem avaliado, tem um bom índice de popularidade. Enquanto isso, o pré-candidato do PT, secretário Antônio José Medeiros, não aparece muito bem nas pesquisas de intenção de voto. Qual a dificuldade para transferir essa “aceitação popular” para o nome do seu partido?Esse é o grande desafio. O presidente Lula, por exemplo, tem uma popularidade alta e a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef aparece com 20% nas pesquisas. E no Piauí, o Antônio José se mantém também nesse patamar. E isso é normal nesse período. Eu creio que as pesquisas feitas a partir de 2010 começam a sinalizar para uma fatia grande do eleitorado suas verdadeiras preferências. Agora é que a população começa a pensar de fato. O Antônio José tem feito seu trabalho, assim como os demais pré-candidatos. Eu não posso dizer, contudo, que eu e o presidente Lula vamos transferir automaticamente votos para o candidato de nosso partido ou até mesmo para um candidato de outro partido. Mas eu posso afirmar que a população está considerando fortemente um nome capaz de confiar um Brasil que possa andar de forma acelerada, um Piauí que ande de forma organizada e acelerada.O desempenho do prefeito de Teresina, Silvio Mendes (PSDB), principal nome da oposição, nas pesquisas para governador do Estado em 2010 preocupa os aliados?Ele é um prefeito bem avaliado, sendo que ele acabou de sair de uma eleição. É conhecido no Estado por ser prefeito da capital e isso tem reflexo em todo o Estado. E a pesquisa coloca o peso muito grande em Teresina. Esses números revelam apenas os nomes mais conhecidos, os mais lembrados. Agora, em todas as pesquisas temos visto que os nomes da base aliada ficam com mais de 60% dos votos. Por isso, temos segurança que o nosso projeto está em primeiro lugar nessas avaliações.Até que aconteçam as definições será possível manter o grupo unido?Temos 12 partidos que dão sustentação ao Governo. Das conversas que tenho com as lideranças dos partidos é que vamos ficar juntos. O pensamento está firme para isso. Agora, eleição é eleição. Eu não posso deixar de dizer que quando chega no momento das decisões, alguém resolve ir para a oposição, porque não está satisfeito. E isso ninguém pode evitar.Qual vai ser o principal desafio de Wellington Dias, o político, em 2010 frente à esse processo sucessório?Construir uma solução para a chapa majoritária sem perder a coerência com tudo o que venho defendendo desde o início do mandato em 2002. Exigir mesmo o compromisso dos aliados. O que seria natural? Que o meu sucessor, ou seja, que a escolha do nome recaísse em alguém do meu partido, chovesse canivete. No entanto, eu para ser coerente com que traçamos em 2006, será candidato aquele que tiver melhor posicionado com o povo e com as lideranças. Depois fazer com que isso aconteça de um modo amadurecido. Por isso, vou ter que ter a capacidade de diálogo, de convencimento muito grande. É uma tarefa difícil, principalmente quando eu tenho junto com isso, a tarefa de governar o Estado sem deixar cair a qualidade.O senhor acredita então que todos vão cumprir esse acordo?O que posso lhe garantir é que eu vou cumprir a minha parte.