Por: Roberto Carvalho - 08/01/2010
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O senador pelo PSC relembra à época que apoiou os governos de Lula e Wellington Dias e diz quando viu que a Cepisa era um “paciente terminal”. “Eu tinha indicado para presidir a Cepisa o Esdras, irmão do João Madson e quando cheguei lá às 4 da tarde não tinha mais uma viva alma dando expediente. Aí eu vi que o negócio era complicado”, relata Mão Santa, que acrescenta “aí o Esdras ainda veio me pedir pra colocar umas emendas pra Cepisa. Eu cá comigo. Eu vou colocar dinheiro numa empresa que 4 da tarde não tem mais ninguém trabalhando e deixar os municípios pobres do Piauí sem recursos para um calçamento, um posto de Saúde. Na época que eu tava no Governo eu obrigava os secretários a pagar a Cepisa religiosamente em dia e ainda transformava o ICMS em obras como a ampliação da Subestação da Macaúba, que garantiu a implantação dos dois shoppings de Teresina e dona Adalgisa, este exemplo de mulher que está ao meu lado através do Serse quitava a conta de luz de 160 mil famílias, beneficiando 800 mil piauienses, carentes, que não tinham condições de pagar seus talões de luz. Hoje tá aí a Cepisa abandonada. Aí depois que eu rompi com o governo pelas pilantragens que estavam acontecendo. Mensaleiros e toda espécie de desgraça. Eu bati logo no homem que mandava em tudo, o Zé Dirceu. Aí, graça a Deus, ele tirou logo a minha indicação para a Cepisa. O que aconteceu na virada de ano no Litoral foi uma vergonha pela falta de investimentos no setor de energia. O governador ficou aqui por que se ele tivesse aparecido por lá ele tinha apanhado da população”.
Indagado sobre o cenário político para 2010, Mão Santa não vacila em afirma que Sílvio Mendes é o candidato natural, na atual conjuntura. “Ele disputou a eleição com minha Adalgisa, mas eu não sou um homem de cultivar mágoas até por que foi uma eleição dura, mas democrática. Ele venceu pelo voto popular e a democracia é assim mesmo. Agora estamos escrevendo uma nova página na nossa história.
Quando eu pergunto a Mão Santa o que muda nas eleições de 2010, caso o vice Wilson Martins assuma. Dona Adalgisa, ao seu lado, que durante toda a entrevista fazia pesquisas e lia matérias sobre o senador, me encara e dispara em tom incisivo: “Aí é outra coisa” e numa simbiose fora do comum Mão Santa completa: “O Wilson assumindo o Karnak ele é quem vai comandar a eleição” e destaca as virtudes de Wilson Martins que “inclusive foi meu líder na Assembléia Legislativa” e finaliza “Ele é um homem preparado. O PT naufragou pela ignorância. Eles não lêem um livro. É só mentira, mentira e mentira. Cadê as cinco hidrelétricas? O trem que em 60 dias chegaria à Parnaíba?”.