Por: - 06/07/2013
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Presa desde a noite desta última sexta-feira, apontada por um dos executores como mandante da morte do empresário, Epaminondas Coutinho Feitosa, de 34 anos, a também empresária, viúva da vítima, Antônia de Sousa Andrade, que é mais como ‘Toinha’, nega qualquer envolvimento na morte do marido, ocorrida próximo a residência do casal, na Rua Zuza Lino, no último dia 08 de junho.
Em entrevista concedida na manhã deste sábado (06), na cela que ocupa na Central de Flagrantes, ‘Toinha’ disse que há 12 anos mantinha uma relação estável com Epaminondas e que não tem nada haver com o homicídio do esposo. “Estão me acusando de uma coisa que eu não fiz. Eu não tenho nada haver, jamais faria isso. Eu não sabia de nada e estou aqui presa acusada de ter matado o meu marido. Isso é um absurdo”, defendeu-se.
A empresária relatou que sempre quando foi solicitada colaborou com a polícia. Ela disse ainda que ficou surpresa com a prisão. “Jamais passou pela minha cabeça que eu fosse na delegacia e ia ficar presa. Pensei que fosse lá colaborar porque eu sou a esposa”, disse a acusada. ‘Toinha’ também negou que conhecesse José Manoel dos Santos, de 33 anos, que é mais conhecido como 'Santinho' e Rinaldo José do Nascimento, de 21 anos, o ‘Teté’, assassinos confessos do empresário.
“Nunca vi, nunca. Não conheço. Por qual motivo eu mandaria matar meu marido? Eu não sei o que está acontecendo. Só sei que tem gente perigosa pelo meio. Por que por qual motivo essa cara teria para dizer que fui eu? A verdade é essa, não fui eu”, frisou a suspeita. Ela falou que não descarta que o marido possa ter sido morto por conta de questões políticas. “Eu acho que tem muita coisa pelo meio lá de Jaicós ou Massapê. Porque aqui ele não tinha inimizade com ninguém”, completou.
O advogado, Herval Ribeiro, que representa a empresária, relatou que em contato com o Delegado Especial, Tales Gomes, foi informado de que a prisão aconteceu após um dos executores apontar a esposa de Epaminondas como mandante do crime. “A informação que ele me deu é que a prisão teria sido decretada tão somente na informação de um dos acusados que teria dito que teria recebido dinheiro de uma dona de uma ótica”, relatou. Herval Ribeiro salientou que primeira medida que tomará é ter acesso ao inquérito. “Eu estou na delegacia aguardando o delegado para poder tomar as providências cabíveis uma vez que inexiste qualquer tipo de provas que possa envolver a dona ‘Toinha’ no assassinado do empresário Epaminondas”.
Nossa reportagem esteve na Delegacia Regional para buscar mais informações sobre a prisão decretada pela Juíza da 5ª Vara da Comarca de Picos, Nilcimar Rodrigues de Araújo, e pedir que o Delegado Especial, Tales Gomes, comentasse as declarações da acusada e do seu advogado. No entanto, o delegado não se encontrava na delegacia. A informação que recebemos foi que ele havia viajado para Teresina O delegado Regional, Danúbio Lima, também não foi encontrado.
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Fonte: Diaadiapicos