Por: Roberto - 15/08/2014
146
Trabalhadores da obra da Transnordestina no Piauí, no trecho entre os municípios de Itaueira e Canto do Buriti, estão em greve por tempo indeterminado desde o dia de ontem (14). Eles exigem da empresa responsável pela obra, a Civilport, que seja negociada uma pauta com 17 itens para melhoria nas condições de trabalho.
Entre as reivindicações, está o aumento de 30% no salário, que é diferente conforme a categoria. Os operários lutam por melhorias na alimentação, que, de acordo com eles, a comida é de pouca quantidade e qualidade. Também querem o aumento da hora extra, de 60% para 80%, e o aumento da cesta básica, de R$ 70 para R$ 150. Outra questão debatida é a criação de um ambulatório no canteiro de obra, para dar suporte em caso de acidentes.
Os operários da obra recebem o apoio do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção de Estradas, Pavimentação e Terraplanagem em Geral do Estado do Piauí (SINTEPAV-PI).
De acordo com o coordenador de fiscalização de obras do SINTEPAV-PI, Romeu Gomes, os trabalhadores já haviam paralisado os trabalhos na semana passada e houve uma demissão de 60 trabalhadores. Agora está previsto que mais 200 operários sejam demitidos.
“Apesar desta ameaça de demissão em massa, o trabalhador está preferindo ir adiante com a greve a continuar trabalhando nessas condições”, fala Romeu Gomes. Atualmente, 1.2000 operários trabalham na obra.
Na noite de ontem, operários e representantes do SINTEPAV-PI se reuniram com a administração da empresa Civilport. Segundo Romeu Gomes, a empresa continua irredutível quanto ao acordo. "Eles (representantes da Civilport) alegam que pegaram a obra com um contrato de preço fixo e, se aceitarem essas reivindicações, vão estourar o orçamento da obra", conta.
A obra da Transnordestina estava prevista para ser concluída no ano de 2010, mas, de acordo com Romeu Gomes, nenhum trecho foi concluído no Piauí. A obra entre os municípios de Itaueira e Canto do Buriti se iniciou há cerca de seis meses. Por conta das constantes paralisações, a obra vai se atrasar ainda mais e deve ser concluída apenas em 2018.
Portalodia