Por: Roberto - 05/12/2014
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O Congresso Nacional discutiu o relatório produzido pelo Tribunal de Contas da União que recomendava a paralisação das obras de construção do Centro Materno Infantil de Teresina e da Vila Olímpica de Parnaíba. O TCU apontou irregularidades nas duas obras, tendo em vista que a Vila Olímpica de Parnaíba está sendo construída sem um estudo de viabilidade técnica e econômico-financeiro e o projeto do Centro Maternal de Teresina mostra a realização de serviços por um preço muito acima do valor de mercado.
Após analisar cada uma das obras, o coordenador do Comitê de Avaliação das Informações sobre Obras e Serviços com Indícios de Irregularidades Graves (COI), senador Valdir Raupp (PMDB-RO)(foto acima) defendeu que a maioria das obras sejam mantidas, mas informou que não vai adiantar o parecer do relatório, ainda sem data para ser publicado. Para ele, do total de 58 obras analisadas, grande parte deve continuar em andamento. “Cada obra tem tratamento diferenciado, mas acredito que a grande maioria delas terá continuidade para que não haja nenhum prejuízo, principalmente entre as já executadas ou parcialmente executadas” – disse o senador.
Valdir Raupp ainda acrescentou que a Vila Olímpica é a mais complexa para análise. O TCU pede a suspensão do projeto, mas o Ministério dos Esportes defende a conclusão da obra sem o estádio, o que reduz o valor de R$ 200 milhões para R$ 16,4 milhões.
Representando o Ministério do Esporte, Emmanuel Braz destacou a relevância que a vila olímpica terá para a região de Parnaíba. “A obra trará benefícios e legados para a região. Será um complexo de equipamentos esportivos com quadras e piscinas. Há, nas proximidades, sete empreendimentos do Minha Casa Minha Vida. Portanto, atenderá ao anseio local”, afirmou Braz.
Já sobre o Centro Materno Infantil de Teresina, o representante do TCU na reunião, José Ulisses Vasconcellos, informou que a obra já recebeu mais de R$ 51 milhões, mas ainda não saiu do papel. O preço, segundo o TCU, está 50% acima dos hospitais do mesmo padrão e há sobre preço em 17% das obras civis. A Secretaria de Saúde do Piauí já reconheceu o erro e explicou que está disposta a adequar o projeto do Centro Maternal.
Por: João Magalhães - Jornal O Dia