Por: Roberto - 11/03/2015
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O governador Wellington Dias (PT) em pessoa - que não tem uma maioria na Assembleia Legislativa, sofreu uma fragorosa derrota na disputa pela presidência da Casa, viu ainda a poderosa Comissão de Constituição e Justiça cair nas mãos do estridente Robert Rios (PDT), e mais recentemente assistiu à titubeada de Fábio Novo (PT), que como líder do governo na ALEPI está falhando em sua missão - é quem assumiu a articulação entre o Palácio de Karnak e o Palácio Petrônio Portella, em um jantar realizado na noite desta terça-feira na casa do presidente Themístocles Filho, que reuniu os deputados oposicionistas.
Em outros governos, o petista chegou a ter nomes que o auxiliaram nessa empreitada, a exemplo do primeiro deles, em que existia a figura de Joaquim Almeida, ainda nos primórdios das gestões petistas no estado. Antigo secretário de Governo, o lorde, como era conhecido, empenhou-se na função, embora depois a tenha deixado, abrindo caminhos para outros a aperfeiçoarem. Já no segundo governo, mais experiente, o petista tinha maioria no Legislativo, e não precisava desta celeuma toda.
No entanto, agora, Wellington não tem ninguém para exercer de forma hábil essa função e não tem maioria, então, neste primeiro momento, enquanto encontra outros caminhos, resolveu ele mesmo fazê-la, usando o prestígio do seu cargo e sua capacidade de articulador nato mesmo em situações controvérsias. O atual ocupante da Secretaria de Governo, Merlong Solano, não tem esse perfil, muito menos o líder do governo na ALEPI, o petista Fábio Novo, como já demonstrado, principalmente depois de sua entrevista, ontem, à TV Cidade Verde.
Temendo o pior para as próximas votações importantes, incluindo a reforma administrativa, que vai ser enviada nos próximos dias à Assembleia, Wellington fez esse gesto. O chefe do Executivo, de forma óbvia, quer apoio para os projetos que almeja, e que na interpretação dele, são bons para o andamento da máquina pública e para a consolidação de suas promessas de campanha, dentro daquilo que passa pelaresponsabilidade dos parlamentares estaduais, que é a apreciação de matérias para por em prática as diretrizes governamentais ainda existente no mundo das ideias.
Um comportamento até atípico de se ver em um governador, mas que demonstra que sem opções, é melhor ser humilde e pedir apoio no âmbito administrativo e de Estado, do que continuar a sofrer novas derrotas e ver os planos traçados irem por água abaixo.
Se o resultado do jantar vai ser eficaz não se sabe ainda, mas que o chefe do Palácio de Karnak fez um gesto clássico daqueles que não têm ainda as armas adequadas para luta e que estão se sentindo sozinhos e fragilizados, isso fez.
180graus