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Geral

Defesa Civil estuda aumentar emergência para mais municípios

Por: Roberto - 27/06/2015

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Um dia após decretar estado de emergência em 152 municípios piauienses, a Secretaria Estadual de Defesa Civil estuda ampliar o número de cidades em emergência. Com o início do período seco, que deve se estender até novembro, a previsão é que a escassez de água aumente no Piauí.

O secretário de Defesa Civil, Hélio Isaías (PTB), alerta que a situação é crítica e já está afetando áreas urbanas de cidades importantes, como São Raimundo Nonato, Jaicós, Picos e Pedro II. “Antes o problema de abastecimento para consumo humano atingia apenas às zonas rurais, mas agora também já começa a afetar os centros urbanos”, comenta o secretário.

Em maio, perdeu a validade do decreto de emergência em 201 municípios. O documento havia sido assinado em novembro do ano passado pelo então governador Zé Filho (PMDB). Por enquanto, o Governo do Estado só decretou em 152 cidades porque foram os que repassaram as informações à Defesa Civil.

Segundo o governador Wellington Dias, esses 152 municípios cumprem os requisitos para assinatura do decreto de emergência pelo Estado. O decreto permite que o Estado tenha uma relação maior com o Governo Federal para um atendimento emergencial e preciso à população que sofre com a falta de abastecimento de água, dando maior apoio às famílias que foram prejudicadas pela irregularidade das chuvas.

De acordo com o secretário de Defesa Civil, Hélio Isaias, para o reconhecimento da situação de emergência por estiagem, foram levados em consideração as perdas na agricultura, o índice pluviométrico e os níveis dos reservatórios de cada município. “Todos os municípios atingidos pelo Decreto de Emergência estão enquadrados em, no mínimo, dois dos três critérios estabelecidos. Esses critérios levam em conta a perda na safra agrícola igual ou superior a 50%, com base em dados do IBGE; o índice pluviométrico inferior a 600 milímetros por ano, com base em informações repassadas pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semar), pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e pela Agência Nacional de Águas (ANA); e o nível de reservatórios inferior a 50% da capacidade”, explicou o secretário.

jornal O Dia

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