Por: Roberto - 30/06/2015
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O prefeito do pequeno município de Marcolândia, Francisco Pedro de Araújo (Chico Pitú), abriu uma licitação no valor de R$ 126.542,80 (cento e vinte e seis mil e quinhentos e quarenta e dois reais e oitenta centavos) para contratar os serviços de uma empresa especializada na realização de shows e eventos que serão promovidos pela secretaria municipal de Cultura durante o restante do ano de 2015.
A licitação será na modalidade Pregão Presencial e os envelopes serão abertos no dia 01 de julho as 8:40 hs na sala de licitação da prefeitura municipal de Marcolândia. No edital está previsto que "os shows e eventos serão solicitados conforme a necessidade da administração". As despesas serão bancadas com recursos do FPM, ICMS e arrecadação de recursos próprios do município.
Imagem: Reprodução
Licitação da prefeitura de Marcolândia.
Comento O que leva o gestor Chico Pitú a querer gastar R$ 126 mil com festas num momento difícil em que passa a economia como um todo? Creio que nem Deus sabe. A cada mês o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e o Fundo de Participação dos Estados (FPE), esses são as principais fontes de receitas desses entes, estão sofrendo quedas constantes de arrecadação. Com a redução gradual desses recursos é impossível investir nas áreas da saúde, educação, saneamento e outras áreas em benefício da população. Para piorar a situação, o município encontra-se em estado de emergência em decorrência da seca que assola 90% das cidades do estado. O Governo Federal baixou o decreto no dia 13 de março deste ano reconhecendo a situação calamitosa. Enquanto a população (os animais também) sofre com a escassez de água e com a crise na economia (aumento nos preços de alimentos, nos serviços públicos e no comércio), o prefeito Chico Pitú pretende esbanjar uma quantia considerável do dinheiro público com festas. Compreendo que todo município deva comemorar a data de sua emancipação política, de seu padroeiro ou outro evento qualquer, mas num momento econômico crítico pelo qual passa o País seria mais prudente o gestor procurar investir o dinheiro do povo em benefício deste. Festa não enche barriga e nem mata a sede de ninguém.
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