Por: Roberto Carvalho - 09/05/2010
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O cenário do processo sucessório nesta fase pré-eleitoral parece cada vez mais indecifrável, como o enigma da esfinge egípcia. Enquanto as pesquisas de intenção de voto não aparecem, essa confusão de sinais decodificados pelo eleitorado não permite nem de longe qualquer previsão ou prognóstico em torno do nome do próximo governador do Estado. O que se vê no momento é a estruturação de três candidaturas viáveis – as principais alternativas eleitorais –, mas ainda não é possível saber se teremos as três vias ou uma polarização no primeiro turno.
Por enquanto, os sinais codificados pelos principais nomes das eleições de 03 de outubro levam a crer que teremos as candidaturas majoritárias do ex-prefeito Sílvio Mendes, do senador João Vicente Claudino (JVC) e do governador Wilson Martins. Os três se dizem candidatíssimos e descartam qualquer hipótese de desistência. Quanto a Sílvio Mendes e Wilson Martins não há o que duvidar. Ambos serão mesmo candidatos. Alguma dúvida ainda paira sobre a candidatura de JVC , que não conseguiu desfazer a impressão de que poderá desistir.
O senador brinca, diz ter lançado o “PAC” (Plano de Aceleração da Candidatura), durante visita ao Mercado Central, e tem repetido publicamente que será candidato, está e continuará trabalhando neste sentido, com o apoio de seus correligionários. Ele conta com o segundo lugar nas pesquisas pré-eleitorais realizadas há cerca de um mês – empatado tecnicamente com Wilson Martins. JVC conta também com cabos eleitorais importantes, como o prefeito Elmano Férrer, deputados federais e estaduais e cerca de 80 prefeitos municipais.
Incertezas de JVC A incerteza do eleitorado em relação à candidatura do parlamentar do PTB talvez tenha origem nas circunstâncias em que sua pré-candidatura foi rejeitada pela base governista, que se rendeu aos fatos e abraçou a do atual governador, pré-candidato à reeleição. João Vicente Claudino mais do queria, desejava ser o candidato dos partidos que compuseram a base de sustentação política do então governo Wellington Dias. Frustrado esse desejo, resolveu romper com o esquema governista e ir à oposição.
O senador é pré-candidato, mas não conta mais com a estrutura que teria se o fosse como o escolhido por todos os partidos governistas, incluindo o PSB de Wilson Martins e o PMDB de Marcelo Castro. Dúvidas igualmente surgem em torno de quem João Vicente apoiaria, caso declinasse da candidatura majoritária. Haverá a aliança PTB/PSDB ou o regresso à base de sustentação do governo? Afinal de contas, o senador e Wilson Martins têm em comum o fato de que votarão em Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência da República. Muita água a rolar.