Por: Roberto - 28/07/2015
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Artista às vezes tenta se levantar e não consegue quando dorme diante do olhar indiferente dos que passam (Foto: Agência Miséria)
Em algumas ocasiões vendeu CDs com músicas de outros artistas por ele gravado, cuja finalidade do dinheiro era a mesma. Antes, era visto com o violão nas costas dentro de uma sacola, mas não se sabe onde o instrumento ficou algum dia no seu vai e vem pelas ruas. Quando está mais lúcido tem sempre uma história para contar desde que não seja traído pela memória cansada em virtude dos maus tratos. Costumeiramente, dorme sobre um papelão no corredor do banheiro de um bar que funciona por trás da Inboplasa.
Nem parece àquele artista das bandas Magazine e Azimuth, que se apresentou com o cantor Luiz Fidelis ou fez parte do grupo que tocou no Cariri para Rita Lee e Ângela Rô Rô. Esta última até quis levá-lo, mas Manoel falou que só deixaria o seu Cariri no último pau de arara. Segundo o radialista e igualmente músico Joca Cariri, trata-se de um artista nato.
Recentemente, deixou mais as drogas, porém não largou o álcool e bebe o dia todo. Até já esteve internado num hospital de Crato por conta do alcoolismo. Quando lhe perguntam se não pretende mudar de vida, Manoel chora e implora por ajuda.
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