Por: Roberto - 04/08/2015
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A madrugada desta terça-feira (04/08) na chamada “Terra do Galo” em Jaicós, foi marcada por um assalto sem precedentes até aqui, durante os seus 181 anos de existência.
Bandidos fortemente armados, invadiram a cidade e assaltaram a agência do Banco do Brasil de Jaicós, exatamente às 02:45h da manhã.
Um dos personagens dessa história de “faroeste moderno” é o cabo da PM-PI, Rubem Batista de Oliveira, 45 anos, natural de Barreiras, Bahia, com 24 anos de serviços prestados à Polícia Militar do Piauí.
Em uma conversa com a nossa reportagem, ele narrou os momentos tensos que viveu sobre a mira dos assaltantes:
“Nós estávamos de plantão, fazendo ronda na cidade, eu e os soldados, Almeida Junior e Dos Santos. Bem na esquina, descendo a ladeira pelo lado esquerdo da quadra que dá acesso ao Banco do Brasil, fomos recebidos com rajadas de bala. Mesmo a bala comendo, descemos e ficamos detrás da viatura. Foi quando um dos assaltantes que surgiu do outro lado, pediu que nós jogássemos as armas no chão, levantássemos as mãos para cima, pois não pretendiam fazer nada com a gente, queriam somente o dinheiro do banco. E assim, fizemos”, narrou.
Com as mãos para cima, cabo Rubem e os soldados, Almeida Junior e Dos Santos, foram conduzidos até a calçada do Mercadinho Aldemir, vizinho ao Banco do Brasil “A partir daí eles fizeram várias perguntas para a gente. Como por exemplo, quantos homens estavam de serviço? Nós respondemos. Quantos minutos eram de Picos para cá, e mais outros questionamentos”.
Rubem conta que enquanto eles eram feitos de reféns e interrogados por dois assaltantes, outros dois estavam dentro da agência tentando abrir o cofre “Passados uns trinta minutos eles saíram, me pegaram, colocaram em cima do capô do carro e me levaram como escudo. Depois, uns dois quilômetros, já na BR que dá acesso a Paulistana, me pediram para descer de “boa”, corre e não olhar para trás, que eles iam deixar os armamentos da gente, lá na frente. Como realmente deixaram”, disse.
Para o cabo Rubem, pela ação e a maneira como se comportaram durante o assalto, são extremamente profissionais “Quando eles saíram daqui e me abandonaram, pegaram outro veículo que já estava esperando por eles”. Rubem não soube informar o local aonde o carro foi abandonado.
O cabo confessou ainda que durante 24 anos de polícia nunca havia passado por algo semelhante “Já passei por situações difíceis, mas não igual a esta desta madrugada”.
Mesmo aparentemente tranquilo, cabo Rubem deixou transparecer durante a nossa conversa, que os momentos que vivera sob a mira das armas de alto calibre, mexera com o seu emocional. Ao gesticular com os braços, suas mãos ainda estavam trêmulas. E não era para menos, nesta madrugada o cabo viu a morte de perto quando fora abordado à bala pelos assaltantes “Por pouco, mas por muito pouco não fomos atingidos”, disse aliviado.
Fonte: Portalsaibamais