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Saúde

Mais Médicos completa dois anos e conquista nota 9 no PI

Por: Roberto - 05/08/2015

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Ao comemorar dois anos de atuação, o Programa Mais Médicos no Piauí ganhou nota de avaliação de nove de uma escala de zero a dez e 85% dos entrevistados afirmaram que o atendimento na atenção básica melhorou no Estado, conforme pesquisa feita pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

No Piauí, o Programa Mais Médicos atua com 352 médicos, sendo 296 cubanos, um da Venezuela e um de Portugal, em 146 municípios, informou, na terça-feira, a coordenadora do programa no Estado, Maria Idvani Braga.

O secretário estadual de Saúde, Francisco Costa, afirmou que dos 146 municípios de atuação do Programa Mais Médicos, 134 municípios dispõem de médicos cooperados.

Dentre as cidades que possuem mais profissionais pelo Programa Mais Médicos são: Parnaíba, Esperantina, São João do Piauí. São Raimundo Nonato, Campo Maior, Corrente, Regeneração e Altos.

Maria Idvani Braga declarou que o Programa Mais Médicos no Piauí revolucionou a atenção básica de saúde no Piauí com médicos trabalhando cinco dias na semana nos municípios, residindo nos municípios a atendendo os pacientes e acompanhando o pré-natal de mulheres gestantes, controle da hipertensão, de diabetes e fazendo visita domiciliares atendendo gestantes, crianças e idosos.

“Nós temos médicos realmente comprometidos com a atenção básica, que vão aos povoados rurais por mais distantes e de difícil acesso que sejam”, afirmou Maria Idvani Braga.

Ela lembra que um médico do Programa Mais Médicos viaja duas horas para acompanhar o estado de saúde dos moradores de um povoado da zona rural distante do centro da cidade.

Maria Idvani Braga fala que os prefeitos enfrentam problemas com os motoristas que resistem em levar os médicos para os povoados mais distantes e de difícil acesso.

“Nós percebemos os avanços da presença dos médicos nos municípios. Além do atendimento dos pacientes, os médicos fazem pró-graduação e desenvolvem trabalho com crianças, gestantes, idosos, trabalhadores e dependentes químicos. Eles são acompanhados por 52 professores”, afirmou Maria Idvani.

Dos 296 médicos cubanos que trabalham no Piauí há dois anos, apenas dez foram substituídos porque estavam com problemas de saúde ou enfrentaram problemas familiares em Cuba e tiveram que voltar.

Os médicos cubanos não enfrentaram problemas de adaptação no Piauí. Pelo contrário, três médicos cubanos casaram com piauienses nos municípios em que trabalham – Lagoa do Barro e Alegrete do Piauí.

O Brasil iniciou, com a criação do Mais Médicos, uma verdadeira revolução na área de saúde pública e na formação destes profissionais, afirmou a presidenta Dilma Rousseff na terça-feira, na cerimônia que comemorou, no Palácio do Planalto, os resultados de dois anos do programa.

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Mais de quatro mil municípios hoje contam com o reforço de 18.240 de médicos, e 63 milhões de pessoas estão cobertas pelo programa. Houve grande ampliação da formação, com aumento do número de vagas de graduação em medicina e a residência médica está a caminho da universalização.

Em seu discurso, a presidenta lembrou o grande preconceito que cercou a implantação do Mais Médicos.

“Logo depois que falamos que íamos lançar, e que começaram as críticas, recebi vários conselhos para interromper o programa. Eram sistemáticos conselhos que diziam: ‘Nós vamos ficar muito mal com os médicos’. Era uma frase estranhíssima. Como a gente poderia ficar muito mal com os médicos, se nós estávamos lançando um programa que se chamava Mais Médicos?”, questionou Dilma.

Um episódio marcou, em especial, esse período: o desembarque do médico cubano Juan Delgado em Fortaleza (CE), quando foi cercado por manifestantes de jaleco branco, que o vaiavam e o chamavam de “escravo”. Para a presidenta, havia naquela época um desconhecimento básico do sentido do Mais Médicos.

“E, ao mesmo tempo em que as críticas eram um tanto quanto extremadas, eu também tenho a destacar que, por parte dos prefeitos, dos reitores, houve também elogios com muita intensidade. As duas reações são compreensíveis, porque nós estávamos entrando numa situação em que as pessoas se sentiam inseguras, porque iríamos buscar uma revolução na área de saúde pública e na formação de médicos”.

Ao longo de dois anos, o programa foi sendo construído com a prioridade de assegurar que houvesse médicos em quantidade suficiente para atender a população. E não apenas a população territorial e socialmente marginalizada, que vivia nos fincões mais longínquos do País, recordou a presidenta.

“Faltava médico em São Paulo, em Belo Horizonte, no Rio de Janeiro. E eu posso listar aqui todas as capitais e dizer para vocês: faltava médico a alguns quilômetros dos centros das capitais brasileiras. Faltava médico nas maiores cidades desse País”.

Da mesma forma, faltava médico também nas comunidades quilombolas, nos departamentos de saúde indígena e no interior do País. “Faltava médico em tudo quanto era canto. Portanto, estávamos diante de um desafio de um País que tem uma proporção continental e uma complexidade bastante elevada. Tínhamos desde problema de logística, para deslocar os médicos, até problemas de garantir a manutenção desses médicos nos municípios”.

Mas hoje, disse a presidenta, é importante falar das consequências do Mais Médicos, sobre a saúde da população, entre eles a redução da mortalidade infantil.

“Fico muito feliz de ver que a pesquisa da mostra que o brasileiro e a brasileira, a mãe e avó, dizem que os médicos são mais atenciosos, que os médicos fazem a diferença”, acrescentou.

Dilma se referia à pesquisa do Grupo de Opinião Pública da Universidade Federal de Minas Gerais, que mostra que a média de aprovação dos usuários do programa chega a 9.

O levantamento revela também que a maioria dos pacientes é de mulheres (80%), que tem filhos e renda de até dois salários mínimos.

Cerca de 40% dos atendidos recebe Bolsa Família. Ou seja, as vaias hoje se transformaram em números de aprovação do programa.

Por tudo isso, disse a presidenta, “o programa Mais Médicos engrandece meu mandato. Me sinto realizada por saber que vocês estão presentes nos municípios do País 24 h por dia, sete dias na semana, para qualquer necessidade”, finalizou

A presidente Dilma Rousseff disse que o programa "Mais Médicos" teve dois efeitos importantes, que foram a melhoria do Sistema Único de Saúde e a mudança e interiorização da formação de médicos no Brasil. "Tenho certeza que o Mais Médicos engrandece o meu mandato", afirmou na cerimônia que comemora os dois anos do programa,

Ela fez um agradecimento especial aos médicos cubanos e ao governo de Cuba. "Tenho obrigação de me referir à participação dos médicos cubanos, que deram mostra, junto com o governo cubano, de solidariedade, profissionalismo, atendimento humanizado", declarou. "Quero agradecê-los e dizer que vocês estreitaram as relações entre Brasil e Cuba".

A presidente afirmou ainda que o Brasil continua dependendo de médicos formados no exterior para garantir o atendimento à população, mas que o engajamento dos médicos brasileiros é cada vez maior.

Dilma acrescentou que tem a "humildade" de reconhecer que as conquistas do "Mais Médicos" são fruto de ação conjunta entre os vários

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