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Política

Wellington Dias afirma que o Parque Eólico do Piauí tem investimentos de R$ 6 bilhões

Por: Roberto - 14/08/2015

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Na noite de quarta-feira, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgou que a produção de energia eólica atingiu recorde de 4.432 megawatts, representando 8% de toda a energia gerada no Brasil do Sistema Interligado Nacional (SIN).

O diretor-executivo da Casa dos Ventos, Clécio Antônio Eloy, declarou que o Piauí está iniciando sua produção de energia eólica e contribui com 8% da produção do Nordeste, com fator de capacidade de 78%.

“O fator de capacidade representa que para a máquina (geradores de energia eólica) estar funcionando com 100%, o vento tem que estar ótimo durante todo o tempo soprando na mesma direção”, declarou Clécio Eloy.

A média do fator de capacidade mundial é de 30% e na noite de quarta-feira foi atingido 78%, o esperado no Piauí é de um fator de capacidade médio de 55%, que é um dos maiores do mundo.

O recorde de produção de energia foi comunicado durante a assinatura de convênio pelo governador Wellington Dias (PT), por Clécio Antônio Eloy e pelo diretor-geral do Instituto de Terras do Piauí (Interpi), José Osmar Alves,

Governo do Estado autoriza a empresa a realizar as intervenções técnicas e jurídicas necessárias para a regularização fundiária de pequenas propriedades rurais nos municípios do estado, que possuem elevado potencial eólico, em uma área de 30 mil hectares com 400 propriedade nos municípios de Dom Inocêncio, Queimada Nova, Lagoa do Barro, Acauã, Marcolândia, Fronteiras, Simões, Betânia do Piauí e Paulistana.

O governador Wellington Dias afirmou que o Parque Eólico do Piauí vai gerar 6 mil megawatts e tem investimentos de R$ 6 bilhões.

“Para se ter uma ideia, os Parques Eólicos que foram implantados ou estão sendo implantados no Piauí vão produzir 6 mil megawatts, quando a Hidrelétrica da Barragem de Boa Esperança, em Guadalupe, produz 250 megawatts. Por isso, o convênio que nós estamos assinando é um momento importante para o Brasil, para o Piauí e para o mundo”, falou Wellington Dias.

Wellington Dias afirmou que a regularização fundiária das 400 propriedades nos 30 mil hectares permite que seus proprietários aluguem para as empresas de produção de energia os espaços onde são implantados os geradores de energia com hélices e não precisem vendê-las, como acontece sempre quando as empresas querem produzir em terras de pequenos e médios proprietários.

O aluguel médio das áreas é de R$ 7 mil por mês por cada proprietário.

Clécio Antônio Eloy ficou muito emocionado na solenidade do Palácio do Karnak, na noite de quinta-feira, porque lembrou que durante reunião com o Governo do Estado uma pessoa disse que não daria certo a produção de energia eólica no Sul do Estado e que os empresários iriam receber dinheiro e depois abandonariam o Piauí.

Eloy disse que atualmente toda a administração do Governo do Estado está envolvida no projeto e o Piauí agora está inserido no Sistema Interligado Nacional na produção de energia limpa.

Segundo Clécio Eloy, estão sendo construídos 50 Parques Eólicos para uma produção de 1,4 mil megawatts por empresas como a Casa dos Ventos, Queiroz Galvão, Countour Global e Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf).

Hoje, existem sete Parques Eólicos já funcionando, na região de Simões, com produção de 200 megawatts.

Nesta sexta-feira, os Parque Eólicos existentes na região de Marcolândia, Queimada Nova, Lagoa do Barro e Simões vão ser interligados ao Sistema Interligado Nacional, que gera a produção e a distribuição de energia de todo o país. Hoje, o que Parque Eólico produz de energia não é interligado ao SIN, mas distribuído diretamente para a Subestação de Energia Elétrica de Picos.

A Casa dos Ventos é detentora de projetos nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Piauí, Pernambuco, Bahia, Mato Grosso do Sul e São Paulo, possuindo o maior portfólio de projetos eólicos no Brasil. A empresa identificou grande potencial para a geração de energia a partir de fontes renováveis nos municípios de Dom Inocêncio, Queimada Nova, Lagoa do Barro, Acauã, Marcolândia, Fronteiras, Simões, Betânia do Piauí e Paulistana; onde pretende realizar o arrendamento de propriedades para a instalação de turbinas geradoras de energia eólica, por cujo uso pagará aos proprietários o preço ajustado em contrato próprio.

Devido à necessidade de legalização da propriedade das terras e a existência de prazos contratuais a serem cumpridos, a Casa dos Ventos se compromete a realizar, sob a fiscalização do Interpi, todos os trabalhos de georreferenciamento e medições de campo necessários à completa regularização dos imóveis rurais a serem arrendados. Para isso, a empresa se compromete a prestar apoio jurídico aos proprietários das terras, além de assumir as despesas de cartório e de inscrição no Cadastro Ambiental Rural.

Segundo Wellington Dias, a Casa dos Ventos já vem contribuindo com a regularização fundiária da área, pagando aos proprietários os royalties pelo uso da terra. “Acertamos para que o Interpi faça um trabalho especial nos municípios onde está sendo instalado o parque eólico, dando celeridade à emissão dos títulos de propriedade”, destacou o governador.

 

 

 

 

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