É alta a quantidade dos municípios do Piauí que não têm Plano Diretor, que disciplina e planeja a vida de uma cidade. Dos 224 municípios piauienses, 79% não têm Plano Diretor e 21% têm, principalmente os que levam em conta as normas técnicas de acessibilidade para
pessoas com deficiência e mobilidade reduzida(155), num estado onde 5% da população declara ser Incapaz, com alguma ou grande dificuldade permanente de caminhar ou subir escadas, além da população idosa que já é superior a 10% da população residente. As informações estão na Pesquisa de Informações Básicas Municipais de 2009, divulgada nesta quinta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O Piauí tem o maior percentuais (16%) de Prefeitos com apenas o nível fundamental de
ensino, na região Nordeste e o menor percentual com nível superior (34%), bem distante dos 39% da média da Região e dos 38% da média nacional. Isso quer dizer que 66% dos prefeitos piauienses não têm curso superior.. Mesmo o Piauí tendo 17,63% de sua população com algum tipo de deficiência, segundo os resultados do Censo Demográfico de 2000, segundo os resultados da Pesquisa de Informações Básicas Municipais de 2009, 24,1% da rede municipal de ensino, ainda não está a receber pessoas com deficiência. Das 98.062 pessoas ocupadas na administração direta dos municípios do Piauí, 11.125(11%) eram somente comicionados, superior aos 8% da média nacional. Outro dado estranho é o alto índice de pessoas sem vínculo permanente(21%), próximo dos 24% da média regional e superior aos 17% da média nacional. Dez anos depois de sua primeira edição, a Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) coletou, novamente, informações a partir de questionários respondidos por 5.565 prefeituras. Além da Administração, Habitação, Esporte, Cultura, Segurança, Transporte, Meio Ambiente, foram investigados, pela primeira vez, três novos temas: Direitos Humanos, Saúde e Políticas de Gênero dos municípios brasileiros. Apenas 18,7% dos municípios do País tinham estruturas organizacionais voltadas à temática de gênero, e somente 7,1% dos municípios dispunham de Delegacias Especializadas para atendimento às mulheres. Um em cada quatro municípios tinha estrutura específica para gestão de direitos humanos. Em 126 municípios havia políticas específicas para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Em quase 60,0% dos municípios haviam ações destinadas aos idosos. Em 2009, 98,3% dos municípios tinham conselhos tutelares e 91,4%, de direitos da criança e do adolescente. Dez anos antes, os percentuais eram de 55,0% e 71,9%, respectivamente. Além disso, para subsidiar políticas capazes de promover a inclusão sociocultural das comunidades ciganas, 290 municípios reconheceram a existência de acampamentos ciganos em seu território. A Munic também constatou que 95,1% dos municípios dispunham de equipes profissionais voltadas para a saúde da
família. No entanto, 33,8% dos titulares dos órgãos gestores municipais de Saúde ainda não tinham curso superior completo, e em 195 municípios do País, os Conselhos de Saúde não eram paritários como determina a lei. De 2008 para 2009, o contingente de servidores municipais cresceu 9,7% e chegou a 5,7 milhões de pessoas. A Munic também constatou que 60,0% das prefeituras do País mantém página na Internet e 87,6% implementavam políticas de inclusão digital. Em 56,1% dos municípios havia incentivos fiscais para atrair empreendimentos. Em 94,2% dos municípios
brasileiros havia alguma forma de atendimento a distância. As mais utilizadas eram telefone convencional (84,0%) e Internet (77,1%). Em 99,9% dos municípios havia computadores na administração direta. Em 89,4% destes, os computadores estavam ligados em rede, 99,5% com acesso à Internet, e 96,4% destes através de banda larga. Em 2009, 60,0% dos municípios (3.339) tinham página na Internet. Em 2009, 48,0% dos municípios brasileiros informaram ter escola municipal apta a receber pessoas com deficiência. O Rio de Janeiro tinha a maior proporção (82,6%) de municípios com unidades inclusivas, com Mato Grosso do Sul (78,2%) e Acre (77,3%) a seguir. Na outra ponta, estavam Tocantins (23,0%) e Piauí (24,1%).