Por: Roberto - 28/08/2015
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Estou muito satisfeito com a repercussão que a minha coluna tem gerado na nossa cidade. Perceber que as pessoas estão interessadas em repensar nossa Picos e que não estão conformadas com a situação que vivemos é melhor ainda. Por isso, desta vez decidi falar sobre infraestrutura. Já que este é um problema que atinge todos nós. Seja uma rua sem pavimentação, sem saneamento básico ou mal iluminada. A cidade de Picos está cheia de situações assim!
Precisamos esclarecer que quando se fala em infraestrutura abarcamos um conjunto de condições que são necessárias para o funcionamento de uma cidade. Segundo o Dicionário de Engenharia Civil, a infraestrutura abrange: rede viária, água potável, redes de esgotamento, energia elétrica, gás, telefone, entre outras, que viabilizam a mobilidade das pessoas, a condução das águas, a drenagem e a retirada dos despejos urbanos.
Todos esses serviços públicos estão definhando no nosso município. O estado que o nosso terminal rodoviário se encontra é de envergonhar qualquer picoense. O sistema de transportes apresenta dificuldades na locomoção básica, como por exemplo as vias laterais da BR-316 que estão em péssimo estado de conservação. O aeroporto, que é um sonho antigo, nunca saiu do papel, e a cidade, portanto, deixa de gerar muito emprego e renda.
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Rua próxima ao Terminal Rodoviário Zuza Baldoíno
O poder público do município parece ter esquecido que precisa gerir a cidade como um todo, priorizando pelo menos os serviços básicos como a pavimentação, a iluminação, o saneamento básico e a limpeza pública. Para isso se faz necessário planejamento e investimento no equipamento urbano. Os bairros Parque de Exposição, Pedrinhas, Junco, São José, Morada do Sol, Ipueiras, Aerolandia, Emaús, Belo Norte, Aroeiras do Matadouro, Cidade de Deus, Boa Vista, entre outros, sabem bem o que é viver sem o aparato necessário.
Os problemas de infraestrutura só refletem o resultado de anos sem planejamento urbano, de pura ausência do município na vida das pessoas. A cidade cresce, a população aumenta e os serviços públicos não conseguem acompanhar essa demanda. E assim, muitas pessoas vivem em condições terríveis, convivendo diariamente com a falta d’água, morando em ruas escuras, sujas e sem saneamento básico. Essa é a realidade de muitas famílias que precisam contornar esses problemas todos os dias para irem ao trabalho, para pegarem os filhos na escola ou para fazerem qualquer outra tarefa comum. Dilemas que podem ser resolvidos com mais comprometimento da gestão pública.
Junior Nobre – Funcionário Público Federal e Empresário