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Justiça

Cico divulga retratos de acusados de estelionato

Guerino Minervino, Girlândio Chaves, Zaqueu de Sampaio e José Pinto

Por: Roberto Carvalho - 27/05/2010

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A Comissão Investigadora do Crime Organizado divulgou nesta manhã as fotos dos quatro acusados de estelionato e falsificação de dinheiro presos na tarde de ontem, em frente à Praça Da Costa e Silva, ao lado da Eletrobras Piauí (antiga Cepisa). A prisão em flagrante foi efetuada por policiais militares do 1º BPM. Os elementos estavam numa pick-up Saveiro de cor cinza (placa NJJ-0423, de Cuiabá-MT), e em poder deles foram encontradas notas de R$ 50 e R$ 100 armazenadas em malotes, totalizando R$ 13.500.Guerino Walter Minervino (72 anos), Girlândio Pereira Chaves (36 anos), José Pinto (58 anos) e Zaqueu Castro de Sampaio (59 anos) foram encaminhados à Cico ainda na tarde de ontem. A suspeita inicial era de que todas as notas eram falsificadas. Contudo, após perícia, foi constatado que eram legítimas.Segundo o delegado Carlos César, presidente interino da Cico, os acusados de estelionato agiam ludibriando empresários em diversos Estados do Nordeste brasileiro. O líder do grupo era Guerino Minervino, que, inclusive, já foi preso outras vezes com a mesma acusação. Ele morava em São Paulo, mas vinha constantemente ao Piauí, onde mantinha um testa de ferro, Girlândio. Fotos de Jailson SoaresDinheiro e celulares encontrados em poder dos acusados de estelionato Para enganar suas vítimas, Guerino dizia que era funcionário aposentado da Casa da Moeda e que tinha conhecimento e material necessários para a fabricação de cédulas falsas. "Ele apresentava aos empresários um vídeo em que, supostamente, mostrava como era produzido o dinheiro.Mas tudo era uma farsa", explicou o delegado, acrescentando que Guerino não se opôs a mostrar como era feita a encenação, que foi gravada pela Cico.A função de Girlândio e dos demais membros do grupo era amealhar empresários interessados no esquema. Eles chegavam entregar notas verdadeiras, dizendo que eram falsas, para que as "vítimas" pudessem levar a agências bancárias e comprovar a qualidade das cédulas supostamente falsificadas. Eles ofereciam uma determinada quantia em notas postiças por até um terço ou metade do valor.Fechado o negócio, no momento da troca Guerino e seus comparsas entregavam malotes com notas verdadeiras aos empresários. Contudo, apenas na parte superior havia dinheiro. Embaixo eram colocados papéis. A vítima, por sua vez, entregava o valor integral e só davam conta de que tinham sido enganados quando os criminosos já tinham deixado o local marcado para a realização da tramóia.Apesar de terem sido enganados, os empresários que aceitaram negociar com os bandidos também podem ser incriminados, tendo em vista que adquirir dinheiro falso também é crime. “A negociação de dinheiro falso é uma atitude ilícita, imoral e ilegal. Mas é uma situação atípica, que deve ser analisada, pois eles acabaram sendo vítimas da quadrilha. Mesmo assim, devem responder pelos seus atos”, disse o delegado Carlos César, acrescentando que a polícia já identificou em outros Estados mais empresários que fecharam negócio com o grupo e acabaram enganados. O delegado Carlos César, presidente interino da Cico, informou como os acusados agiam
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