Por: Roberto Carvalho - 27/05/2010
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Dinheiro e celulares encontrados em poder dos acusados de estelionato
Para enganar suas vítimas, Guerino dizia que era funcionário aposentado da Casa da Moeda e que tinha conhecimento e material necessários para a fabricação de cédulas falsas. "Ele apresentava aos empresários um vídeo em que, supostamente, mostrava como era produzido o dinheiro.Mas tudo era uma farsa", explicou o delegado, acrescentando que Guerino não se opôs a mostrar como era feita a encenação, que foi gravada pela Cico.A função de Girlândio e dos demais membros do grupo era amealhar empresários interessados no esquema. Eles chegavam entregar notas verdadeiras, dizendo que eram falsas, para que as "vítimas" pudessem levar a agências bancárias e comprovar a qualidade das cédulas supostamente falsificadas. Eles ofereciam uma determinada quantia em notas postiças por até um terço ou metade do valor.Fechado o negócio, no momento da troca Guerino e seus comparsas entregavam malotes com notas verdadeiras aos empresários. Contudo, apenas na parte superior havia dinheiro. Embaixo eram colocados papéis. A vítima, por sua vez, entregava o valor integral e só davam conta de que tinham sido enganados quando os criminosos já tinham deixado o local marcado para a realização da tramóia.Apesar de terem sido enganados, os empresários que aceitaram negociar com os bandidos também podem ser incriminados, tendo em vista que adquirir dinheiro falso também é crime. “A negociação de dinheiro falso é uma atitude ilícita, imoral e ilegal. Mas é uma situação atípica, que deve ser analisada, pois eles acabaram sendo vítimas da quadrilha. Mesmo assim, devem responder pelos seus atos”, disse o delegado Carlos César, acrescentando que a polícia já identificou em outros Estados mais empresários que fecharam negócio com o grupo e acabaram enganados.

O delegado Carlos César, presidente interino da Cico, informou como os acusados agiam