Por: Roberto - 23/12/2015
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O Presidente do Tribunal de Justiça do Piauí, desembargador Raimundo Eufrásio Alves Filho, orientou a direção da Fundação Getúlio Vargas (HGV) a anular o concurso público para contratação de servidores para o Poder Judiciário, que atraiu a inscrição de 42 mil candidatos. O desembargador considera que a repercussão da prisão de cinco pessoas acusadas de fraude durante a aplicação das provas, na manhã e tarde de domingo, já colocou em dúvida, de forma irreparável, o resultado do certame, já que dos cinco candidatos presos, quatro confessaram que estavam com o gabarito das provas em seus telefones celulares.
A direção da Fundação Getúlio Vargas concordou em anular o concurso público e realizar novas provas, mas sugeriu ao desembargador Raimundo Eufrásio Alves Filho que o anúncio formal da anulação seja feito após a conclusão do inquérito aberto pelo Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco), o que deve resultar na prisão da quadrilha responsável pelas fraudes e impedir irregularidades no novo concurso.
A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou, na quarta-feira, nota informando que recebeu a informação antes, da realização da prova do concurso, de uma suposta tentativa de fraude, que se daria através de uma identidade falsa.
Um adolescente de 17 anos foi aprendido com uma carteira de identidade falsa se passando por um candidatos aos empregos oferecidos pelo Tribunal de Justiça do Estado.
A FGV disse que , de posse da informação, a coordenação de concursos adotou procedimentos de segurança, como a análise dos inscritos no certame. "Foi realizado minucioso processo de inteligência para identificar possíveis nomes de suspeitos envolvidos em fraudes de concursos anteriores e hipóteses de manipulação de inscritos, objetivando a concentração de candidatos em uma só sala", acrescenta a nota da fundação.
"Durante o procedimento foram identificados sinais suspeitos que foram interceptados imediatamente, resultando na apreensão dos aparelhos", afirmou a FGV.
A FGV disse que encontrou celulares escondidos nas vestimentas de candidatos e a identificação de documento de registro geral falso. "Diante dos procedimentos adotados foi possível identificarmos tentativas não exitosas de fraude ao certame. Foram apreendidos cinco aparelhos celulares em operação, uma identidade falsa e cinco candidatos presos em flagrante pelas autoridades policiais", diz a Fundação.
A FGV garantiu, ainda, que vai continuar com as buscas e investigando outras informações para garantir a lisura do concurso.
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